Preso acusado pelo atentado contra o então candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro, em 2018, deixará o presídio federal de e seguirá para Minas Gerais.

A decisão é da Justiça Federal, que acolheu pedido da DPU (Defensoria Pública da União). Pela decisão, o Juízo de origem, em Minas Gerais, deverá providenciar tratamento ambulatorial ou, excepcionalmente, a internação, considerando todas as medidas de segurança necessárias, de forma a garantir a integridade psíquica e física de Adélio Bispo. A Justiça concedeu prazo de 60 dias para que sejam tomadas essas providências.

A alegação da defesa é de que Adélio não pode continuar recolhido em um estabelecimento penal, ainda que nele exista estrutura capaz de prestar atendimento equivalente a uma Unidade Básica de Saúde, como é o caso da penitenciária de Campo Grande, tampouco ser enviado para um manicômio judicial.

A DPU (Defensoria Pública da União) considera a estrutura da penitenciária inadequada para o tratamento indicado a Adélio e afirma que sem estrutura apropriada, o estado mental do autor deve ser prejudicado. A penitenciária tem posto médico, mas a própria unidade admite que a estrutura é inapropriada para terapia psiquiátrica completa.

O autor do atentado foi declarado inimputável, ou seja, sem condições de responder por seus atos. Ele cumpre medida de segurança em Campo Grande, onde permanece em uma forma de internação como substituição à até 2024, de acordo com reavaliação médica feita em 2022.

Adélio Bispo esfaqueou Bolsonaro em MG há 4 anos

Adélio Bispo esfaqueou Bolsonaro em Juiz de Fora em 6 de setembro de 2018. (Foto: Arquivo)
Adélio Bispo esfaqueou Bolsonaro em Juiz de Fora em 6 de setembro de 2018. (Foto: Reprodução)

Em 6 de setembro de 2018, Bolsonaro participava de caminhada com apoiadores em Juiz de Fora (MG), quando foi esfaqueado na barriga por Adélio, em um lance visto como fundamental para a disputa eleitoral daquele ano –na qual ele venceu Fernando Haddad (PT) no segundo turno. Desde então, o presidente pressionou para que fosse apontado quem seria o mandante.

Apesar da argumentação do presidente, as investigações da Polícia Federal concluíram que Adélio Bispo agiu sozinho, provavelmente motivado pelo Transtorno Delirante Permanente –que justificou o argumento judicial de que é inimputável.