O pré-candidato do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), Douglas Melo Figueiredo, preso com uma pistola e duas carabinas em casa nesta sexta-feira (17), em Anastácio, a 135 quilômetros de Campo Grande, alegou à polícia que as armas seriam de seu pai.

Douglas, que é ex-prefeito de Anastácio, foi preso durante operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), que investiga a morte do ex-vereador Dinho Vital, em um suposto confronto com a PM após uma festa na cidade.

Após a prisão, o político foi levado para a DP (Delegacia de Polícia Civil) de Anastácio, onde prestou depoimento e alegou que as armas apreendidas em móveis dentro de casa eram do pai dele – falecido no ano passado -, que morava em uma chácara com a esposa, e tinha o armamento há muitos anos.

Assim, ao ser questionado sobre a pistola de 9 mm que estava registrada em nome de outra pessoa, ele disse que acredita que o pai tenha comprado do mesmo, pois era cliente da oficina de motosserra dessa pessoa, porém, não sabe como foi a negociação.

Também em depoimento, Douglas disse à polícia que após o falecimento do pai, sua mãe se mudou da chácara e na mudança acabou deixando a pistola e as carabinas em sua casa para que o político desse um destino a elas.

Entretanto, ele falou que se esqueceu das armas e, por isso, não deu destino as mesmas, alegando também que não eram dele e que nunca andou armado.

O pré-candidato do PSDB está preso pelos crimes de posse irregular de arma de fogo de uso permitido e posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

Além de Douglas, a Justiça expediu nesta sexta-feira (17) a autorização de mandados de prisão temporárias contra os policiais envolvidos na morte do ex-vereador Dinho Vital.

Portanto, foram expedidos dois mandados de prisão temporária e três mandados de busca e apreensão, nos municípios de Anastácio e Aquidauana. Mas, não há confirmação das prisões dos militares envolvidos no suposto confronto.

Policiais eram seguranças de ex-prefeito, segundo testemunhas

Conforme relatos de testemunhas que participaram da festa em comemoração aos 59 anos da cidade, o sargento Valdeci Alexandre da Silva Ricardo e o cabo Bruno Cesar Malheiros dos Santos acompanhavam, armados, o ex-prefeito Douglas Figueiredo desde a hora que ele chegou até o momento que deixou o local.

“Tempo todo estava com os seguranças dele, onde ia levava esses dois”, relatou um político ouvido pelo Jornal Midiamax, que estava no evento e preferiu não se identificar, por medo.

Boletim de ocorrência do caso terminou registrado como ‘homicídio decorrente de oposição a intervenção policial’, ou seja, confronto com a polícia. Porém, a Corregedoria da PM abriu procedimento para apurar o envolvimento dos dois PMs envolvidos.

Policiais afastados

Conforme o advogado, os policiais passaram pelo setor psicológico da PM e por estarem abalados acabaram afastados. Ainda de acordo com Rocha, os militares se colocaram à disposição do Ministério Público de Anastácio, também do Gacep (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial) do MPMS, e da Polícia Civil de Anastácio para esclarecimentos.

Os policiais foram ouvidos na Corregedoria, que abriu um inquérito para apurar a ação dos militares. No dia 8 de maio, os policiais foram chamados para o local após serem avisados de um pessoa armada na BR-262, segundo ocorrência da PM.