Henrique da Silva Medeiros, preso por dar apoio logístico durante o duplo assassinato em março deste ano, em , a 361 quilômetros de , na de facções entre PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (), vai continuar preso. Justiça afirmou que a “liberdade pode provocar abalos à ordem pública”. 

Foram assassinados no dia 16 de março deste ano, em um ginásio de esportes, Jair Ferreira Jara e João Vitor de Oliveira Souza. Henrique estava dando apoio para a execução do crime. A defesa pediu pela liberdade afirmando que “se trata de um jovem trabalhador, possui residência fixa, é réu primário e possui bons antecedentes, está estudando de forma que nada há nos autos a demonstrar efetivamente que o paciente em liberdade possa provocar abalos à ordem pública, evadir do distrito da culpa ou se furtar à aplicação da lei penal”. 

Mas, a Justiça de Sonora negou o pedido de liberdade, dizendo que Henrique e mais quatro em disputa de território da criminalidade na cidade cometeram os assassinatos. “Sendo assim, de rigor a da prisão preventiva do paciente, justificada para assegurar a aplicação da lei penal, garantia da ordem pública e conveniência da instrução criminal”, diz a decisão.

O duplo assassinato

O professor estaria dando aulas de futsal no Ginásio Municipal, que fica localizado ao lado de uma creche, momento em que criminosos em uma motocicleta passaram pelo local perseguindo um jovem, identificado como João Vitor.

O professor teria tentado proteger as crianças que treinavam indo até a entrada do Ginásio, quando foi baleado pelos criminosos, que também alvejaram o jovem.

Ambos morreram no local. A Polícia Militar e a Polícia Civil estiveram no local durante toda a manhã e iniciaram as investigações e buscas pelos suspeitos.

A informação inicial é de que o alvo da perseguição era o jovem, mas ao tentar proteger as crianças que treinavam no local, o professor também foi vítima do ocorrido.