“Um dia muito difícil”, assim descreveu Patrícia da Silva Leite, mãe de Karolina Silva Pereira, morta aos 22 anos, em frente de sua casa, no dia 30 de abril de 2023. Luan Roberto de Oliveira, também foi assassinado no dia por Messias Cordeiro da Silva. 

O julgamento de Messias acontece nesta quarta-feira (24), em Campo Grande, e a família espera por Justiça. Patrícia falou ao Jornal Midiamax sobre a dor da perda da filha e o que espera com o júri. “Espero que a Justiça faça o correto para que sirva de exemplo e que fique preso”, disse. 

O padrasto de Karolina também disse esperar que a Justiça seja feita pela família dele como também pela família de Luan. O crime aconteceu em abril do ano passado, no Jardim Monumento, em Campo Grande. Messias foi indiciado por feminicídio e homicídio doloso que dificultou a defesa da vítima e porte ilegal de arma de fogo.

Na época do crime, as investigações que apontaram Messias como autor dos disparos confirmaram premeditação do feminicídio. Ele teria planejado o crime quatro dias antes, após ver a ex-namorada trocando beijos com Luan.

O pai de Messias também foi preso depois que a Polícia encontrou uma arma modificada. Ele passou por audiência de custódia e foi solto. Em audiência, Messias disse que se ‘descontrolou’ na noite em que cometeu o crime.

“Vi toda aquela situação e não sei por qual razão, me descontrolei. Se eu tivesse consciência ali, eu não teria feito isso”, declarou.

Pedido de mudança de presídio

Messias anexou alguns pedidos para que fosse trocado de presídio. Ele inicialmente estava no Instituto Penal de Campo Grande e após participar de briga generalizada, foi transferido para a Gameleira II. Porém, segundo a defesa, assim como a mãe que o visita, pediram que o autor retorne ao IPCG.

A justificativa é de que Messias está sendo ameaçado. No pedido, diz que o réu é primário e de bons antecedentes, sendo este o único fato criminal. Foi inclusive oficiada à Vara de Execuções Penais que oficiou a Agepen logo informando que providências já tinham sido tomadas para resguardar a integridade física do preso.

Advogado, alegou que em março Messias passou por nova oitiva sem comunicação e presença da defesa e reforçou que continua recebendo ameaças. Em regime de urgência, a defesa pediu que, em caso de transferência, ele não fosse para o Presídio de Segurança Máxima e caso necessário fosse removido para comarca de Dourados.

A Justiça solicitou à Agepen uma análise do perfil do interno. Em uma declaração, Messias diz não sofrer ameaças, por este motivo, o pedido de transferência foi indeferido.