O esquema de tráfico internacional de drogas operado pelo empresário paraguaio Rodrigo Alvarenga Paredes, de 36 anos, que foi preso no hangar particular de uma mansão luxuosa em Assunção, envolve transações estimadas em mais de 700 milhões de dólares. A projeção é da Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) do .

Segundo informações apuradas até agora no âmbito da Operação Hinterland, deflagrada no Brasil e no Paraguai, as investigações foram iniciadas em 2021, com expedições de 534 medidas judiciais. A ação envolveu, ainda, Emirados Árabes Unidos.

Segundo dados da investigação, o detido seria o líder no Paraguai de uma estrutura criminosa que adquire cocaína de países como Bolívia, e Peru para remeter as cargas ao território brasileiro, por meio de aliança com organizações do país vizinho.

Da mesma forma, seria responsável pela lavagem de ativos dessa atividade por meio de sua participação ativa em diferentes empresas em vários ramos. Alvarenga manteve grande destaque sob a figura de empresário das áreas financeira e agrícola.

“Rodrigo possui propriedades luxuosas e de alto valor, além de uma frota de veículos de alto padrão. O homem já havia sido vinculado a uma investigação de lavagem de da Justiça dos Estados Unidos”, diz a Senad, que também obteve dados da polícia brasileira sobre os bens do empresário, que inclui aviões e pedras preciosas.

Lote de pedras preciosas está entre bens apreendidos no âmbito da operação (Foto: Reprodução/Senad)

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