A ossada humana encontrada na última terça-feira (17), em uma fazenda no município de Bella Vista Norte, do lado paraguaio, na fronteira com Mato Grosso do Sul, cuja área tem influência do grupo EPP (Exército do Povo paraguaio) não é do ex-vice-presidente Oscar Dênis.

Segundo informações do promotor Pablo Zárate, os restos de esqueleto humano seriam de uma mulher entre 50 e 60 anos, morta há cinco anos, mas que ainda não foi identificada.

A investigação sobre os restos mortais, é feita pela Polícia Nacional do Paraguai, com o apoio de uma odontóloga e uma arqueóloga. A presença desses especialistas indica a complexidade do caso e a necessidade de análises minuciosas para esclarecer os fatos.

O sequestro do político ainda é um mistério para as autoridades paraguaias que até hoje investigam o caso. Oscar Denis foi levado por uma milícia formada por membros do grupo guerrilheiro EPP (Exército do Povo Paraguaio).

Ele estava em uma caminhonete na fazenda Tranquerita, a cerca de dez quilômetros da cidade de Yby Yaú, Concepción, nas proximidades de Bela Vista, em Mato Grosso do Sul. Denis estava acompanhado pelo capataz, de etnia indígena, Adélio Mendonza, de 22 anos.

Segundo relatos de Adélio, que foi libertado um mês depois, no dia do sequestro eles foram rendidos por seis pessoas que usavam uniformes militares camuflados e estavam armados com rifles.