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Polícia

Dona de creche que torturava e dopava bebês tem prisão decretada e vai para presídio

Foi arbitrada fiança de R$ 1.320 para a funcionária da creche
Thatiana Melo -
creche tortura naviraí (1)
Prisão ocorreu na terça. (Arquivo)

A dona da creche acusada de torturar e dopar bebês teve a prisão preventiva decretada, no fim da tarde de terça-feira (11), e foi encaminhada para um presídio de Mato Grosso do Sul. O (Ministério Público Estadual) havia se manifestado pela prisão preventiva da acusada. Para a funcionária flagrada dopando os bebês foi arbitrada fiança de R$ 1.320. 

A promotora Letícia Rossana Ferreira Berto de Almada afirmou estar ciente da fiança arbitrada à funcionária manifestando-se pela da mesma. Em relação à dona da creche, o MP foi contrário à liberdade provisória da autora.

“No caso em tela, os crimes imputados à flagranteada são demasiadamente graves. Além de submeter as crianças sob sua tutela à restrição de alimentos, castigos, agressões físicas e verbais, consistindo verdadeira tortura, há indícios de habitualidade nas condutas, vez que a denúncia feita por uma criança de sete anos se confirmou logo nas primeiras horas da diligência realizada”, fala na decisão.

Ainda segundo a promotora corre-se o risco de em liberdade a dona da creche voltar a cometer o mesmo crime. “O periculum in libertatis se faz sentir diante da possibilidade de que, solta, a autuada volte a delinquir, ‘cuidando’ de crianças, sendo a custódia cautelar medida que se impõe para a garantia da ordem pública.” Por isso, foi pedido pela prisão preventiva da mulher, que já teria passagens por maus-tratos contra a sua avó, em 2019. 

Os bebês eram dopados para dormirem o tempo todo em que estivessem na creche e agredidos com tapas quando choravam. O crime foi flagrado por câmeras instaladas na creche, após relatos de uma menina de 7 anos que presenciou todas as torturas contra os bebês. 

Relato das mães

Uma das mães de um dos bebês agredidos relatou que a filha chegava em casa muito sonolenta e a comida que mandava sempre voltava. Quando questionava a cuidadora, ela dizia que a bebê não estava gostando da comida, o que causou estranheza na mãe já que a filha sempre gostou das frutas que mandava para a creche.

A mãe ainda relatou na delegacia que em uma das vezes em que buscou a filha percebeu que a estava com machucados na lateral do corpo, arranhões, e a cuidadora teria dito que poderia ter se machucado já que engatinhava muito pelo local. Em outra ocasião, a bebê apareceu com bolhas de sangue na sola dos pés. A bebê estava na creche há 4 meses, e segundo a mãe a mensalidade era de R$ 200.

Sobre medicamentos ministrados a bebê, a mãe disse que nunca autorizou a cuidadora a fazê-lo e que mandava remédios indicados pelo pediatra para a filha tomar em caso de alguma dor ou febre. 

Outra mãe disse na delegacia que o filho de 2 anos sempre chegava sonolento da creche e chorava muito quando era a hora de ir para o local, mas acreditava que seria porque ele queria ficar com ela e não que estava sendo torturado. A criança ficou durante uma semana no local e a mãe não o levou mais.

Uma das crianças de 5 anos, que frequentava a creche, contou à mãe que as cuidadoras batiam nas bocas dos bebês e que um dos meninos em uma ocasião fez xixi na calça e a dona do local o puxou pelo cabelo até o banheiro e deu tapas no rosto do menino. Ainda segundo o relato, a dona do local fez com que outras crianças o chamassem de ‘mijão’ e caso não o fizessem seriam colocados de joelhos no milho até sangrar.

Uma das crianças torturadas disse à mãe que não queria ir mais à creche porque a ‘tia é má, bate e puxa o cabelo’. O menino ainda disse para a mãe: “Tia falou que meu cabelo é ruim”. Neste dia, a criança chegou em casa bem triste. 

Remédio para dopar bebês

Segundo a delegada Sayara Baetz, responsável pelo caso, foi apreendido um medicamento indicado para náusea e vômito, proibido para menores de dois anos.

O medicamento seria utilizado para ‘dopar’ as crianças da creche e fazer com que elas passassem a maior parte do tempo dormindo, pois esse é um dos efeitos colaterais da medicação.

No momento da prisão, a dona da creche afirmou que o medicamento apreendido era de uso pessoal, mas ela tinha autorização dos pais para ministrar remédios. Uma funcionária, de 26 anos, também foi presa por dar o remédio para as crianças.

“No local não havia brinquedos, até porque as crianças passavam a maior parte do tempo dormindo. Alguns pais relataram que as crianças ficavam sonolentas o dia todo e tinham dificuldade de acordar até mesmo no outro dia”, explicou a delegada. A dona da creche irá responder por tortura e a funcionária por omissão.

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