Elton Leonel Rumich da Silva – conhecido como o ‘Galã do PCC’ e considerado um dos suspeitos pela morte do narcotraficante Jorge Rafaat, em junho de 2016 – foi condenado pela Justiça Federal por lavagem de dinheiro, nesta segunda-feira (4). 

‘Galã do ’ foi denunciado em julho de 2020 pela lavagem de dinheiro e ocultação de bens, oriundos do tráfico de drogas e armas. Ele  é apontado pelo (Ministério Público Federal) como dono de uma empresa no onde usava nome falso de Ronald Rodrigues Benites. 

Junto de um sócio, Elton teria comprado cerca de 17 terrenos em setembro de 2014, onde seriam feitas construções. A defesa pediu pela absolvição e improcedência da denúncia. “No que tange ao crime de organização criminosa, tendo em vista a definição legislativa e doutrinária, sustenta que não restaram comprovadas a efetiva participação da acusada ou sequer a liderança do corréu ELTON LEONEL sobre o suposto grupo criminoso, requerendo, portanto, a absolvição à míngua de provas da autoria ou mesmo da materialidade do delito em apreço.”

A defesa ainda alegou não existir prova contra ‘Galã do PCC’ no que tange aos imóveis. “No que toca aos imóveis indicados pelo Ministério Público Federal na denúncia, que teriam sido adquiridos em nome de terceiras pessoas, alega não existir qualquer prova do envolvimento de ELTON LEONEL RUMICH DA SILVA na aquisição dos bens, especialmente em relação àqueles adquiridos e registrados por VÂNIA KARINA SOARES MONTANIA, BRUNA FRANCINI GOMES, TÂNIA JUDITE SOARES MONTANIA e ELIDE MARIA MORETTI, o que ficou demonstrado com os interrogatórios judiciais e depoimento das testemunhas.”

A sentença de condenação de Elron Leonel foi publicada nesta segunda-feira (4), pela 3º Vara Federal de Campo Grande ‘Galã do PCC’ foi condenado a 6 anos e 2 meses de reclusão.

Quem é ‘Galã do PCC’

Elton é considerado um dos principais nomes do PCC (Primeiro Comando da Capital) na fronteira, líder do tráfico na região. Quando condenado em agosto de 2019 a 19 anos de prisão, ‘Galã do PCC’ foi denunciado pela abertura de uma empresa de fachada com sede em Ponta Porã, com objetivo de lavar dinheiro. Com a Construtora JB Progresso, cinco denunciados, sob o comando de Galã, adquiriam imóveis e veículos a fim de ocultar e dissimular a procedência ilícita e a real propriedade dos bens.

As investigações na época comprovaram compra, venda e simulações de transferências de imóveis localizados em , Diadema (SP), Santos (SP) e Presidente Prudente (SP) em nome de laranjas ou da empresa de fachada. As transações totalizaram 43 atos de lavagem de dinheiro entre 2013 e 2019.

‘Galã’ também é acusado de ter participado da morte do narcotraficante Jorge Rafaat Toumani. Segundo informações, com a morte de Rafaat, o objetivo era assumir os negócios com o fornecimento de drogas na fronteira do Brasil com o Paraguai.

Em 2020, uma nova guerra pelo controle do tráfico de drogas foi marcada por uma série de assassinatos na fronteira entre Ponta Porã, cidade localizada no sul de Mato Grosso do Sul e Pedro Juan Caballero no Paraguai.

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