Empresário de 33 anos, dono de uma conveniência localizada na Avenida Júlio de Castilho, que foi preso durante Operação ‘Primeiro Gole’, realizada pela Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo) foi liberado nesta quarta-feira (1º).

A liberdade provisória foi concedida pelo juiz, Francisco Vieira de Andrade Neto, durante audiência de custódia. Os advogados de defesa, Nikollas Pellat e Lucas Arguelho, disseram que não houve aplicação de fiança, no entanto, o empresário terá que comparecer a todos os atos do processo e manter o endereço atualizado.

Questionada sobre a adulteração de bebidas e a central de delivery, a defesa informou que o cliente optou por não comentar o caso e que os esclarecimentos serão feitos apenas em juízo.

“Eventuais esclarecimentos serão feitos em Juízo, oportunidade que também certamente será requisitada prova pericial para atestar se existe ou não adulteração nos itens apreendidos, confiando sempre na inocência do cliente”, declara a defesa.

Operação ‘Primeiro Gole’

A prisão do empresário ocorreu na terça-feira (31). De acordo com a Polícia, o suspeito usava corante em garrafas de vodka e whisky. Além disso, ele mantinha uma central falsa de delivery.

Segundo o delegado Reginaldo Salomão, ele montou uma central falsa com vários números cadastrados, onde ele registrava um CNPJ falso e dava o nome de uma empresa conhecida, ocultando a sua empresa.

Com isso, os clientes faziam seus pedidos e recebiam carnes estragadas, bebidas vencidas e iam reclamar na empresa da qual achavam que estavam comprando os produtos.

As bebidas apreendidas foram encaminhadas para a Receita Federal para avaliação, precificação e análise de evasão.

Batida contra bebidas adulteradas

Em uma distribuidora localizada no bairro Coophavila II, foram apreendidas várias garrafas de Vodka e Whisky. Bebidas sem comprovação de procedência e com rótulo em língua estrangeira também foram apreendidas.

O órgão municipal de Proteção e Defesa do Consumidor interditou o local. A empresa não possui alvará de funcionamento atualizado e não tem código de defesa do consumidor disponível. A distribuidora só poderá funcionar depois de ser regularizada.

Os materiais foram destinados para a fabricação de álcool em gel e as embalagens serão enviadas para tratamento de descarte de reciclagem.

De acordo com o delegado Reginaldo Salomão, o proprietário foi conduzido para a delegacia para prestar esclarecimentos e depois liberado. Ele também pode responder por contrabando e descaminho. Uma conveniência localizada na Rua Antônio Maria Coelho, na Vila Planalto, também foi alvo da operação.