Pular para o conteúdo
Polícia

Caso Sophia: juiz decide que mãe e padrasto vão a júri popular com duração de três dias

Júri deve ser um dos mais longos da história de Mato Grosso do Sul e está marcado para março de 2024
Thatiana Melo, Aline Machado -
Julgamento está marcado para 8 de março (Alicce Rodrigues, arquivo Midiamax)

O juiz Aluísio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, marcou para março de 2024 o julgamento do casal Stéphanie de Jesus e Christian Campoçano, mãe e padrasto da menina Sophia OCampo, que morreu aos dois anos após uma série de agressões. Os dois são apontados como responsáveis pela morte da criança.

O caso será julgado por júri popular. O julgamento está marcado para às 8 horas do dia 12 de março. O magistrado pediu ainda que as os dias 13 e 14 também fiquem reservados, devido à complexidade do crimes e por não estar definida a quantidade de testemunhas que irão depor.

Na ultima terça-feira (5), o casal falou pela primeira sobre o caso. Em audiência, tanto, Stéphanie quanto Christian negaram autoria dos crimes e culparam um ao outro pela morte da criança.

Stéphanie foi a primeira a depor. Questionada pela pelo Ministério Público, a mãe da menina afirmou que o marido foi quem matou Sophia. “Sim, ele matou”, confirmou.

Na vez de Christian depor, ele disse que a mulher o acusou para se esquivar. O que eu vejo é ela me acusando para que não caia sobre ela”, respondeu ao juiz.

Caso Sophia

A menina, que já havia passado por diversas internações, morreu em janeiro deste ano. As investigações mostraram que Sophia foi levada pela mãe a uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), já sem vida. A mulher chegou ao local sozinha e informou o marido sobre o óbito.

Uma testemunha afirma que depois de receber a informação sobre a morte de Sophia, o padrasto teria dito a frase: “minha culpa”.

Uma das contradições apontadas na investigação é o fato da mãe ter afirmado que antes de levar a filha para atendimento médico, a menina teria tomado iogurte e ido ao banheiro.

A versão é contestada pelo médico legista que garantiu que com o trauma apresentado nos exames, a criança não teria condições de ir ao banheiro ou se alimentar sozinha. A autópsia também apontou que Sophia pode ter agonizado por até seis horas antes de morrer. O padrasto e a mãe da menina são acusados do crime e estão presos.

Abusos
A perita Rosângela Monteiro, que atuou no caso Nardoni em 2008, analisou material enviado pela advogada do pai de Sophia, Janice Andrade. Em seu parecer, Rosângela afirma que a menina foi abusada inúmeras vezes.

“A violência sexual foi claramente identificada pelo rompimento de hímen, a heperemia em partes da vagina e esquimoses na face interna das coxas, e o rompimento do hímen já estava cicatrizado, portanto fora realizado em data anterior da morte da vítima”, diz parte da análise feita.

Compartilhe

Notícias mais buscadas agora

Saiba mais

Adolescentes encontrados mortos podem ter se afogado em área alagada   

Motorista que bateu em árvore escondia pistola e munições dentro de S10 em Campo Grande 

Lula em queda

Afonso diz a Heleninha que ficará no Brasil: Resumo Vale Tudo, capítulo do dia 03/04/2025

Notícias mais lidas agora

Vereadores de cidade de MS ganham diária maior que dos ministros para 'turbinar' salários

seguro consórcio denúncia

Canal da CPI recebeu quase uma denúncia por hora sobre ônibus do Consórcio Guaicurus

Motorista perde controle de S-10 que bate em árvore e é lançado de veículo nas Cafezais

Cida e Sidney se casam: Resumo Volta por Cima, capítulo do dia 03/04/2025

Últimas Notícias

Leandro Mazzini - Coluna Esplanada

Rio de Janeiro registrou queda de 18% na Razão da Mortalidade Materna

Foram 101 óbitos em 2024 contra 133 em 2023

Bastidores

[ BASTIDORES ] Colocou o elefante branco na sala

BBB da Câmara serve para sessão e CPI também?

Sérgio Cruz - O dia na história

2001 – Morre em Dourados o ex-prefeito José Cerveira

Como vice, ocupou a vaga de José Elias Moreira

Sérgio Cruz - O dia na história

1966 – Iniciadas as obras da hidrelétrica de Ilha Solteira

Hidrelétrica foi oficialmente acionada em 1970 e concluída em 1978