Jovem de 19 anos, vítima de tentativa de homicídio na madrugada desta quarta-feira (8) na Nhanhá, em , já sofreu ao menos outros dois atentados nos últimos meses. Em todas as ocasiões, os suspeitos portavam armas de fogo e a vítima ‘escapou'.

No primeiro caso, em 21 de dezembro de 2022, um dos atiradores acabou preso pela Defurv (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos). Isso, porque agentes à paisana vigiavam a barbearia onde ocorreu o crime.

Naquele dia, os policiais buscavam o autor de um roubo ocorrido no dia anterior. Então, foram até a barbearia na Nhanhá e, enquanto aguardavam com a viatura descaracterizada, presenciaram o suspeito chegar e fazer vários disparos.

Em seguida, o autor fugiu em uma motocicleta e houve perseguição. Durante o acompanhamento, o rapaz acabou caindo com a motocicleta, quando foi preso em flagrante.

Menos de um mês depois, em 12 de janeiro, o jovem de 19 anos novamente sofreu outra tentativa de homicídio. Desta vez, foi alvo de disparos de de fogo e acabou atingido.

Assim, ferido de raspão, procurou atendimento na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Leblon. Por conta do ferimento por arma de fogo, foi acionada Polícia Militar até o local.

Ainda não foi esclarecida a motivação para as tentativas de homicídio contra o rapaz.

Tentativa de homicídio na Nhanhá

Aos policiais, familiar do alvo dos disparos relatou que ele vem sofrendo ameaças constantes. Na madrugada, por volta das 4 horas, dois suspeitos em uma motocicleta passaram atirando várias vezes contra a casa.

Adriano Ferreira da Luz Junior, de 20 anos, que acabou morrendo em confronto com policiais do Batalhão de Choque, era primo da vítima. Ainda segundo a polícia, o crime poderia até mesmo ter motivação passional.

“Os primos brigaram por causa de uma mulher. Um deles se envolveu amorosamente com a convivente do outro”, relatou a delegada Joilce Ramos, da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol.

Após os disparos, Adriano fugiu com o comparsa e foi localizado no Jardim Centro-Oeste. Também acabou preso um suspeito que usava tornozeleira eletrônica e teria envolvimento no atentado.

Já Adriano teria atirado contra os policiais, que revidaram. Ferido, ele foi levado até uma unidade de saúde e acabou morrendo.

Adriano tinha passagens por tráfico de drogas, lesão corporal dolosa e um homicídio em 2019. Ainda adolescente, em 2019, Adriano matou a facadas o de 60 anos Irio Gimenez, no Jardim Tijuca.

Na época, ele contou que Irio teria anunciado um assalto e por isso esfaqueou e cravou uma na vítima. Já uma tia de Adriano contou ao Jornal Midiamax que a ‘neura' do sobrinho era entrar para o PCC (Primeiro Comando da Capital), e que todos da família sabiam que ele era envolvido com coisas erradas.