Na última semana, a defesa da jovem de 24 anos que matou a própria filha, uma bebê de 2 meses e 5 dias, entrou com pedido de liberdade provisória. Ainda foi solicitada Instauração de incidente de insanidade mental da acusada, presa no dia 1º de janeiro.

Conforme o pedido feito pelo advogado José Donizete Ferreira Freitas, o avô materno da criança relatou que a filha apresentava sintomas de desvios comportamentais e psicológicos. Assim, foi citada depressão pós-parto.

Ainda na peça, a defesa relata que a acusada saiu desesperada com a filha nos braços, não sabendo se jogou, deixou cair ou se caiu junto com a no colo. No entanto, consta no pedido que a jovem foi encontrada desacordada na rua, junto com a filha.

Então, foi feito novo pedido de instauração de incidente de insanidade mental. Com isso, deve ser feita a perícia necessária, com avaliação psicológica da acusada.

Além disso, o advogado pediu do processo, até que o laudo pericial seja divulgado, bem como a liberdade provisória da suspeita. Atualmente ela está detida em uma e será transferida ao presídio de Três Lagoas.

O pedido foi feito no dia 6 e inserido nos autos nesta terça-feira (10).

Depoimento do pai do bebê

No relato, o pai da criança contou que a esposa teria jogado a criança no chão a segurando pelas pernas. Ainda conforme a polícia, ele demonstrou na delegacia como o fato ocorreu.

O homem também relatou que a mulher tem surtos psicóticos e que ‘do nada' ela surta. Assim, segundo o marido, antes da morte da bebê, a mulher já teria deixado a criança cair no sofá.

Então, quando ele abriu o portão para o sogro entrar na casa, a mulher saiu correndo com a bebê. Neste momento eles saíram correndo atrás dela e, ao alcançá-la, a mulher segurou a bebê pelas pernas, a jogando no chão.

Com isso a criança chegou a ser socorrida, mas acabou morrendo mesmo com as tentativas de reanimação.