O adolescente de 15 anos e ex-aluno da Escola Municipal Bernardo Franco Baís, em Campo Grande, que esfaqueou uma advogada nessa quinta-feira (18), disse ter sido abusado sexualmente dentro do banheiro da unidade escolar, segundo seu depoimento a um dos policiais sobre o que teria motivado o crime.

Quando o adolescente foi controlado pelos policiais que foram acionados para a escola, ele disse a um dos policiais que no ano passado quando era aluno da unidade escolar foi estuprado dentro do banheiro por outros três alunos.

O adolescente disse os nomes de seus abusadores não dando mais detalhes do abuso. Mas, segundo informações esta seria a motivação para o crime. O crime aconteceu por volta das 13h10 dessa quinta (18) quando o adolescente tentava entrar na escola com facas nas mãos.

Mas, a advogada que estava na frente da unidade escolar tentou impedir a entrada do garoto que desferiu um golpe na região lombar da mulher.

Após a advogada cair no chão, o adolescente ainda tentou entrar na escola, mas foi impedido pelo agente patrimonial da unidade escolar e por um professor que trabalha na escola. A Polícia Militar foi acionada e deteve o adolescente.

Na mochila dele foram encontradas facas e uma marreta, tipo de construção civil. O Corpo de Bombeiros foi acionado e a advogada levada para a Santa Casa. O adolescente foi levado para a Deaij (Delegacia Especializada no Atendimento à Infância e Juventude), de onde foi encaminhado para a Unei (Unidade Educacional de Internação).

Escola não registrava ocorrência há 15 anos

A Escola Municipal Bernardo Franco Baís já possuía um guarda municipal de plantão, antes do lançamento de um plano de segurança escolar, feito pela prefeitura de Campo Grande no início de abril.

Não havia registo de violência na escola há 15 anos e é considerada segura pela segurança municipal. Por isso, a escola não foi classificada como vulnerável pela prefeitura no mês passado, quando foram designados guardas municipais para 110 escolas.

“Criamos vários mecanismos pra dar segurança para os alunos e servidores da unidade. Ele chegou, mas não ia ter acesso ao interior da escola, já que os portões ficam fechados de forma permanente, seguiremos normalmente com as aulas”, destacou o secretário Lucas Bittencourt.