Presa em operação contra o PCC disse ter recebido arma como pagamento por programa

Ela já havia sido detida em uma operação da Polícia Federal e acusada de receber dinheiro da facção em agosto de 2020
| 19/04/2022
- 11:09
Presa em operação contra o PCC disse ter recebido arma como pagamento por programa
(Henrique Arakaki, Midiamax)

A presa, de 27 anos, nessa segunda-feira (18) durante a deflagração da Operação ‘Sintonia’ contra a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), revelou que a arma encontrada em seu guarda-roupa seria pagamento feito por um caminhoneiro. Durante a operação foram cumpridos 67 mandados, e nove cidades do Estado. 

Segundo a mulher, integrante da facção, ela estava na posse do revólver há pelo menos duas semanas e que a arma seria pagamento feito por um caminhoneiro que tinha contratado serviços sexuais dela. Ela ainda falou que manteve a arma em casa por que estariam oferecendo ‘bala’ - termo usado para drogas - para seu filhos e que já haviam tentado entrar em sua residência. Ela passa por audiência de custódia nesta terça-feira (19).

Detida pela Polícia Federal

Ela foi detida em flagrante, no dia 31 de agosto de 2020 — dia em que se comemora o ‘aniversário’ da facção. A Operação Caixa Forte 2, da Polícia Federal, levou ao menos 8 presas em Campo Grande. A ação cumpriu mais de 400 mandados de prisão.

Na casa da suspeita, foi cumprido um mandado de busca e apreensão, que terminou com a em flagrante após ser encontrada uma espingarda. A mulher revelou no interrogatório que visitava o marido, que estava preso na Gameleira, constantemente, e que ela e outra mulher seriam responsáveis pelas “correspondências” de vários presos.

A Polícia Federal identificou o recebimento de dois depósitos de R$ 1,5 mil na conta da mulher, que seriam do PCC, para o marido da acusada, que estava preso. Ela acabou liberada provisoriamente em audiência de custódia.

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Mulheres foram presas na ação da PF (Foto: Henrique Arakaki)

Operação Sintonia

Foram cumpridos 67 mandados de prisão e 35 de busca e apreensão, nas cidades de Campo Grande, Dourados, Amambai, Bela Vista, Corguinho, Maracaju, Naviraí, Nova Andradina e Rochedo. Durante as investigações contra a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), descobriu-se que, mesmo do interior dos presídios, os faccionados com uso de celulares mantinham contato com integrantes fora dos presídios.

As ações dos faccionados eram para autorizar, gerenciar, coordenar e praticar crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma de fogo, roubo, sequestros e homicídios em Mato Grosso do Sul. O Gaeco ainda identificou diversos crimes relacionados à estrutura financeira e orgânica do PCC, uma vez que as condutas investigadas diziam respeito à movimentação criminosa da facção para angariar capital ilícito, bem como punir e manter a disciplina de integrantes que não seguiam as diretrizes da organização criminosa como deixar de quitar débitos com a comercialização de drogas ou arrecadação das “rifas” — espécie de loteria do crime.

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