A polícia por meio da DEH (Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Homicídios) apura a relação entre a execução de João Paulo de Albuquerque, de 28 anos, na noite de segunda-feira (20), com uma perseguição que aconteceu horas antes na Vila Nhanhá.

Segundo informações, o registro da ocorrência da perseguição na Nhanhá só ocorreu nessa quarta-feira (22), após a circulação do vídeo na mídia. Na madrugada de segunda, quando ocorreu a perseguição, nada foi relatado à polícia militar — que não foi acionada até a Rua Louis Lousinha. 

Nas imagens, é possível ver quando o veículo Celta é perseguido e bate contra o muro. Em seguida, homens saem com armas nas mãos, perseguindo e atirando em quem estava no Celta.

O Celta foi encontrado em uma funilaria na Rua Sol Nascente, nessa quarta. O carro foi apreendido e encaminhado para a DEH. O caso foi registrado como homicídio simples na forma tentada, por volta das 10 horas em uma delegacia de Campo Grande. 

Perseguição na Nhanhá

O vídeo mostra uma perseguição com acidente e tiros na Vila Nhanhá durante a madrugada de segunda-feira (20). No vídeo, aparece que, às 3h07, o carro perseguido colide contra um muro. Dentro do terreno, aparentemente há uma espécie de galpão feito de madeira. Após colidir e derrubar o muro com o veículo, dois ocupantes descem e fogem correndo pelo terreno. Outros dois homens armados, que realizam a perseguição, desembarcam de outro veículo. O homem que desce do banco do motorista então efetua disparos contra a dupla que foge correndo.

Logo depois, os homens que perseguem a dupla entram no carro e o vídeo finaliza. Em relação ao ocorrido, de acordo com a polícia, ninguém acionou o Ciops (Centro Integrado de Operações de Segurança) pelo 190 (Polícia Militar) ou 193 (Corpo de Bombeiros). Não há informação de feridos. Conforme apurado, ainda não se sabe quem retirou o veículo do local. O ocorrido chegou ao conhecimento das autoridades policiais que averíguam o caso.

Execução no Itamaracá

João Paulo Albuquerque, de 28 anos, foi executado a tiros no Jardim Itamaracá, em Campo Grande, na noite do dia 20 deste mês. Ele tinha várias passagens pela polícia. Roubo majorado, onde ele acabou fazendo uma família refém, porte de arma e lesão corporal dolosa. 

Os atiradores estavam em uma motocicleta, fugiram logo após o crime e não foram identificados. Do local, foram recolhidas cerca de 13 cápsulas. Dentro do carro estava uma arma, duas balaclavas. No interior do veículo, foram localizados três projéteis, além de um par de luvas de cor preta e dois aparelhos celulares — sendo um iPhone. O carro usado pelas vítimas não tinha restrição de furto ou roubo.

No lado do passageiro havia uma arma de fogo de calibre .9mm com um carregador contendo 13 munições intactas. Com João Paulo Albuquerque Lima foi encontrada, em sua cintura, uma arma de fogo de calibre .380 com um carregador, contendo 15 munições intactas, e no bolso esquerdo da frente de sua calça foi localizado outro carregador, contendo oito munições intactas de calibre .380.