A mulher de 29 anos que era mantida em cárcere pelo marido, preso nesta sábado (15) após uma perseguição pelas ruas de Campo Grande, já tinha registrado boletins de ocorrência contra o homem. O último boletim registrado foi no dia 1º deste mês. 

No boletim consta que, a polícia foi acionada até a após a mulher dar entrada no devido às agressões de seu marido. Para os policiais, ela contou que estava separada dele e que no dia resolveram sair de carro ara conversar.

Durante o trajeto, ela disse que não queria reatar o relacionamento o deixando furioso. Nisso, o homem surtou e agrediu com um celular na boca. Ela foi para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Leblon e depois levada para o hospital, onde passou por sutura ficando com uma cicatriz.

Em 2020, ela também registrou um boletim de ocorrência contra o marido. Na ocasião após uma discussão do casal, a mulher foi ameaçada de morte, “você não vai focar com mais ninguém, eu te mato”, teria diro ele. 

Ela ainda foi espancada pelo marido chegando a desmaiar. A mulher sofreu um deslocamento no nariz e teve de levar pontos, na Santa Casa durante o atendimento médico. 

Outro boletim de ocorrência foi registrado contra o autor em 2016, quando o casal estava junto há cinco anos, e a vítima queria colocar um fim a relação, mas o homem não aceitava. Ela foi agredida e xingada com palavras de baixo calão por ele. 

Perseguição e prisão

A mulher contou que era mantida em cárcere pelo marido que sempre a ameaçava. Ela ainda revelou que o homem a tinha levado para fazer as unhas em um salão na região. Neste momento, ela aproveitou a distração do marido e chamou a polícia.

Quando os policiais chegaram ao local encontraram o veículo Ford Fusion na frente trancado. Aparentemente não havia ninguém no carro. Os militares foram, então, conversar com a vítima e nesse momento o autor aproveitou para fugir. 

Foi pedido apoio para outras viaturas e aconteceu a perseguição, até que conseguiram alcançar o motorista e prender o homem que foi encaminhado para a Deam

A mulher contou que foi agredida em outras ocasiões pelo marido e que em uma das agressões teve de ser atendida na Santa Casa, onde teve de levar pontos ficando com uma cicatriz na boca. O autor dizia que se ele o denunciasse, a filha de 8 anos do casal nunca iria perdoá-la.