A mulher do integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital), alvo de atiradores em uma perseguição, nessa quinta-feira (11), em , na Avenida Gunter Huns, contou em depoimento que ao chegar na para buscar o marido, percebeu uma movimentação estranha em frente da penitenciária. A perseguição teve tiroteio com fuzil, pedido de socorro em delegacia e uma mulher que esperava por ônibus em terminal ferida a tiro.

A esposa do faccionado contou ser a segunda vez que o marido conseguia o benefício da saída da Gameleira e que havia ido buscá-lo cedo já que tinham como planos ir para , por isso, o veículo Ford Ka estava carregado com malas e barracas para acampamento. 

Quando viu que o marido estava saindo da penitenciária, fez gestos para ele voltar para o interior da Gameleira, já que o carro estava parado a 550 metros do veículo Ford Ka. Mas ‘Tonico' ou ‘Grandão' continuou andando e direção ao carro, assumindo a direção. Ele ainda teria dito a ela que estava ficando paranoica.

‘Tonico' ou ‘Grandão' assumiu a direção do carro e percebeu que, 30 segundos depois, o carro que estava de tocaia passou a segui-los. A partir desse momento começou a perseguição e, segundo a mulher, eles viram que os atiradores estavam usando dois tipos de armas devido ao barulho dos tiros serem diferentes.

Em certo momento, o Gol acabou perdendo ‘Tonico' de vista, mas começou a ser perseguido pela dupla que estava em uma motocicleta, também de cor escura. Ela ainda contou que, durante a perseguição, os atiradores chegaram a emparelhar ao lado carro mandando que eles parassem. 

Ela se abaixou e começou a procurar endereços de delegacia próximas para que pudessem se abrigar. ‘Tonico' ou ‘Grandão' foi ferido com quatro tiros, nas nádegas, barriga, e dois tiros nas pernas. Ela não revelou nenhuma ameaça que o marido pudesse estar sofrendo. Em novembro do ano passado, ‘Tonico' ou ‘Grandão' ficou em sua casa por 2 meses, após uma operação no joelho.

Pedido de transferência

A defesa de ‘Tonico' havia feito pedido de transferência para Aquidauana com o argumento que o detento estava sofrendo ameaças por membros do PCC (Primeiro Comando da Capital). 

“A argumentação magistral que o presídio de Campo Grande/MS, oferecerá condições mais dignas de tratamento e segurança, não merece prosperar, visto que nesta unidade prisional o reeducando está sendo ameaçado de morte pela facção do PCC”, consta em pedido feito pela defesa do preso.

O pedido foi feito para contestar decisão contrária à transferência anteriormente: “sob o fundamento de que o sentenciado é colaborador de organização criminosa ‘PCC', e a pena que está cumprindo é expressiva, 39 anos, e por ter estando em regime semiaberto a mais de 10 (dez) anos atrás”.

Condenação por tráfico de drogas

‘Tonico' ou ‘Grandão' já havia sido condenado por tráfico de drogas há 15 anos, seis meses e três dias de reclusão, no regime inicial fechado, e ao pagamento de 1.513 dias-multa, pela prática dos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, e porte de de fogo de uso restrito. 

Em agosto deste ano, o MPMS (Ministério Público Estadual) se manifestou contrário ao pedido feito pela defesa de ‘Tonico' ou ‘Grandão' para que fosse transferido para a cidade de Aquidauana. Na peça, o MPMS alega que “consta a informação de que o agravante é colaborador da organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), o que acarretaria total comprometimento dos objetivos da reprimenda fixada, caso o pedido fosse deferido”.

Imagens da perseguição

Pelas imagens é possível ver quando o carro onde está ‘Tonico' ou ‘Grandão', como é conhecido o faccionado, passa pela avenida e uma motocicleta o persegue em alta velocidade. ‘Tonico' ou ‘Grandão' tenta fugir dos atiradores entrando no terminal de ônibus do Aero Rancho. Os atiradores passam fazendo vários disparos e uma mulher que estava no terminal esperando pelo coletivo acabou sendo ferida no braço.

Ela foi socorrida por populares e levada ao Hospital Regional. Na sequência, o faccionado tenta se refugiar na 6ª Delegacia de Polícia Civil. Ele foi ferido por tiros de fuzil, na coxa e no abdômen. A perseguição ao faccionado se deu logo após, ele sair do presídio da Gameleira.