Durante uma operação denominada ‘gangue das mulheres’, deflagrada em Campo Grande, entre os dias 4 e 8 deste mês, um rapaz, de 21 anos, acabou preso já que havia um mandado contra ele, por tentar matar a facadas seu padastro, de 29 anos, em novembro de 2019.

A operação acabou com nove presos, sendo três deles por roubo, um por furto, outro por porte de arma, dois por tráfico de drogas, um por homicídio e outro recapturado por estar foragido. A operação tinha como objetivo coibir crimes contra om patrimônio e furtos a comércios, principalmente, os que envolviam a ‘gangue das mulheres’. Duas integrantes da gangue foram presas, no dia 4 deste mês, na região central e as outras duas conseguiram fugir.

Na operação, o rapaz, de 21 anos, acabou preso. Em novembro de 2019, após brigar com sua mãe por fazer o uso de drogas acabou esfaqueando o padrasto, que interveio na briga, afirmando que o autor deveria procurar outro local para residir.

Inconformado, o jovem de posse de uma faca desferiu dois golpes nas costas do padrasto, que foi socorrido e levado para uma unidade de saúde. 

‘Gangue das mulheres’

O grupo seria formado por quatro pessoas, que praticam crimes. Para evitar a prisão, elas faziam “escândalos” e simulavam agressões. Uma das integrantes já havia sido detida em dezembro do ano passado ao furtar um perfume, um óculos e um par de calçados. 

Ela negou o furto, mas imagens de segurança confirmaram o crime. Atualmente, a autora segue em prisão domiciliar. Em contato com a reportagem, a GCM disse que monitora a situação. O grupo também aparece como autor em uma denúncia realizada em 2018, por furtarem um hipermercado de Campo Grande. Além da autora em prisão domiciliar, outras duas mulheres são citadas, de 20 e 22 anos. Elas teriam furtado leite condensado, desodorante, chocolates e outros itens. Na ocasião, elas foram presas em flagrante. 

Passagens

Uma das mulheres presas, de 31 anos, no dia 4 deste mês, após furtar várias lojas, da região central de Campo Grande, tem mais de 10 passagens pela polícia, como tráfico de drogas e roubo majorado. Duas integrantes conseguiram fugir e duas foram presas por agentes da GCM (Guarda Civil Metropolitana). 

As passagens começam em 2014 por furto e falsidade ideológica, em 2015, também foram registrados boletins de ocorrências por furto, já em 2016, a mulher acabou fichada por corrupção de menores, roubo majorado e tráfico de drogas. Em março de 2022, ela foi autuada por receptação culposa. 

A presa de 31 anos estava com um desacoplador de alarmes na bolsa, assim conseguia cometer os furtos e burlar o sistema de segurança na porta das lojas.