Dois anos depois, acusado de assassinar namorada com tiro no rosto em MS vai a júri popular

Ele chegou a tentar alegar insanidade mental
| 21/06/2022
- 14:51
Dois anos depois, acusado de assassinar namorada com tiro no rosto em MS vai a júri popular
Vítima foi morta a tiro - Reprodução/Redes Sociais

Marcos Fernando Martins vai a júri popular na quarta-feira (22), pelo feminicídio da namorada Euzébia Clara Leite Pereira, de 26 anos, morta com um tiro no rosto. O crime aconteceu em 25 de março de 2020 em Água Clara, a 193 quilômetros de Campo Grande.

A sessão será transmitida ao vivo pela e o acesso presencial — na Comarca de Três Lagoas — será limitado apenas aos participantes do julgamento. Conforme dados da Polícia Civil, Euzébia seria usuária de drogas e na data do crime teria comprado entorpecente fiado.

Marcos não teria gostado da atitude da namorada e a jogou no chão, ficando em cima da vítima. Ele então sacou a arma de fogo, encostou na testa da jovem e atirou. Ele ainda tentou fugir, mas acabou preso em em um bairro de Campo Grande.

O júri será transmitido pelo link: https://youtube.com/channel/UCMYQfUZIoZkzsVkIPa1DdGw. Além de Marcos, também será julgado Kelvin Ferreira Azeredo, pelo crime de favorecimento pessoal, já que ajudou o réu a fugir.

Tentou alegar insanidade mental após morte da namorada

Marcos tentou alegar insanidade mental, que concluiria que ele não tinha discernimento sobre o crime. Conforme decisão da juíza Camila de Melo Mattioli Pereira, de Água Clara, foi instaurado o incidente de insanidade mental e também feita a perícia médica.

No entanto, o réu impugnou o laudo apresentado e requereu nova perícia. Segundo a juíza, tal laudo concluiu que Marcos tem transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de álcool.

Ou seja, síndrome de dependência e, na época dos atos, era capaz de entender o caráter ilícito da ação. Por isso, foi indeferido o pedido de nova perícia, concluindo que Marcos tinha entendimento do crime que estava cometendo. A princípio ele teria alegado que sofria de transtorno bipolar, o que não foi constatado.

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