Após 'memes' de Hitler circularem em grupo, IFMS toma medidas com alunos envolvidos

| 06/06/2022
- 18:03
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Mensagens enviadas em grupo de alunos (Foto: Reprodução)

O (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul) informou que já tomou as providências administrativas e pedagógicas, após alunos da instituição trocarem figurinhas com 'memes' de Hitler em grupos de WhatsApp.

Em nota enviada ao Jornal Midiamax, o IFMS disse que defende a e tem entre seus principais valores a ética e o compromisso com a igualdade social, repudiando qualquer tipo de discriminação ou apologia a ideologias que não condizem com uma sociedade igualitária.

As medidas tomadas pelo instituto estão previstas no Regulamento Disciplinar Discente e que as informações a respeito do caso serão fornecidas às autoridades competentes. O caso preocupou pais e outros alunos.

Investigação

Nas conversas no grupo em questão, um dos alunos pergunta se pode mandar "figurinhas do mito", quando outro aluno responde "vou mandar mais". Em sequência, várias figurinhas de Hitler são enviadas para o grupo.

O caso está sendo investigado pela Depca como injúria majorada e ameaça. O delegado Marcelo Damaceno disse que ainda nesta semana testemunhas serão ouvidas sobre o fato. O aluno também teria hackeado o dado de outros estudantes e dos pais e ainda ameaçado, para que ficassem com medo.

Outro caso no IFMS

Em abril deste ano, um aluno foi indiciado  por injúria após ser acusado de racismo e apologia ao nazismo. O crime de injúria racial prevê pena de um a três anos de reclusão. O inquérito sobre este caso já foi encerrado e enviado ao MPMS (Ministério Público Estadual). 

Racismo contra adolescente

O boletim de ocorrência foi feito em fevereiro deste ano, por uma das mães dos estudantes do instituto. Ela relatou que o rapaz teria dito “IFMS é um lugar propício para um massacre”. O suspeito também teria afirmado que já tinha uma lista com os nomes dos alunos que ele mataria.

Ainda de acordo com o registro policial, o estudante se autointitulava nazista. Em fevereiro, o suspeito teria falado que mataria um dos colegas e que outro seria torturado. Em outra ocasião, o suposto autor chegou a dizer a um estudante: “Tu não é ariano, te coloco pra assar”.

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