A Polícia Civil procura pela vítima por uma pessoa que teve a bicicleta roubada na noite em que Anderci da Silva, de 44 anos, acabou morta a tiros para elucidar o homicídio. A professora chegou a ser levada para um , mas não resistiu e morreu, em fevereiro deste ano. 

De acordo com o delegado Enilton Zalla, da 2º Delegacia de Polícia Civil, o inquérito que havia sido enviado para o (Ministério Público Estadual) voltou depois de vários questionamentos. Agora, a polícia tenta identificar a vítima do furto da bicicleta para tentar elucidar o caso. O autor dos disparos não foi identificado. 

O pedido para prorrogação do inquérito para 60 dias havia sido feito em junho deste ano pelo delegado. Na época, esperavam-se os resultados dos laudos da perícia tanto no carro como no projétil recuperado no IML do corpo de Anderci para que o inquérito fosse concluído. 

Depoimentos

Na ocasião, os depoimentos do então namorado de Anderci acabaram atrasando a conclusão do caso. Por duas vezes, o depoimento dele foi adiado, já que ele alegou estar em tratamento de reabilitação contra drogas. Posteriormente ele prestou depoimento e confirmou a primeira versão relatada, quando o caso ainda era investigado pela 3º Delegacia de Polícia.

O namorado de Anderci manteve a versão contada no início das investigações, dizendo que, na noite do assassinato, o casal estava furtando uma bicicleta para poderem comprar drogas.

Deixada em hospital

Conforme o boletim de ocorrência,  Anderci foi deixada em um hospital particular da Capital em uma caminhonete prata, com um ferimento nas costas, causado por arma de fogo.

No dia 21 de fevereiro, boletim médico informava que a professora estava em estado grave e que ela teve uma queda na pressão arterial, “chegando quase a zero”. A atualização, datada com a hora de 12h51, constava como paciente “com alta chance de falecer nas próximas 24h”.

A comoção dos amigos tomou conta das após a notícia do falecimento. “É assim que vou sempre me lembrar da amiga Anderci da Silva: mulher forte, guerreira, lutadora, professora, sindicalista, cutista, petista, mãe, amiga…”, escreveu uma. “Perdi uma grande amiga, parceira de lutas e companheira de caminhada. Você nos deixou e agora fica um vazio”, postou outro.