Paraguai estuda mecanismos para desmontar ‘logística de distribuição’ de droga do PCC e facções

A Senad (Secretaria Nacional Antidrogas), uma das principais agências de combate ao crime organizado no Paraguai, busca novas tecnologias para conter o avanço do tráfico internacional de entorpecentes. A titular interina da agência, Zully Graciela Rolón Esquivel, destacou a necessidade de investimento em tecnologia e anunciou o estudo para uso de radares para aumentar o […]
| 25/01/2021
- 18:37
Paraguai estuda mecanismos para desmontar ‘logística de distribuição’ de droga do PCC e facções
Senad, do Paraguai, durante destruição de acampamentos do tráfico na fronteira. - Senad, do Paraguai, durante destruição de acampamentos do tráfico na fronteira.

A (Secretaria Nacional Antidrogas), uma das principais agências de combate ao crime organizado no Paraguai, busca novas tecnologias para conter o avanço do tráfico internacional de entorpecentes. A titular interina da agência, Zully Graciela Rolón Esquivel, destacou a necessidade de investimento em tecnologia e anunciou o estudo para uso de radares para aumentar o controle nas fronteiras. As negociações são com Brasil Bolívia e Argentina.

Ao jornal ABC color, Zully ressaltou que para desarticular as organizações criminosas é necessário potencializar o aparato tecnológico da instituição, que ainda não dispõe de radares para monitorar tráfego aéreo e fluvial, e nem de scanners para varredura em veículos e objetos. “Sem estes equipamentos é difícil. Somos 232 agentes e estamos em vários pontos, mas não podemos vistoriar tudo individualmente. Necessitamos de tecnologias”.

Zully reforça que a falta destes dispositivos beneficia, principalmente, o tráfico e o por rios. Neste sentido, afirma que negocia com países vizinhos, entre eles o Brasil, a troca de informações e equipamentos, para mobilizar ações cooperativas a fim de frear a logística que, a partir do Paraguai, distribui droga para vários pontos do mundo.

“Estamos trabalhando com países vizinhos. Temos uma cooperação com a Polícia Federal [do Brasil] e estamos iniciando negociações com a Argentina para uso compartilhado da tecnologia que eles têm. Também estamos trabalhando com a Bolívia para usar os radares dele, a fim de aumentar o controle nas fronteiras”, pontuou ela ao ABC.

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