Polícia

'Nojento, covarde e criminoso', diz Luisa Mell sobre caso de maus-tratos contra papagaio e cachorro em MS

Imagens foram publicadas nas redes sociais de Luisa Mell e chegaram ao conhecimento da polícia

Renan Nucci Publicado em 19/04/2021, às 17h00

Imagem mostra comentário de Luisa Mell a respeito dos maus-tratos
Imagem mostra comentário de Luisa Mell a respeito dos maus-tratos - Reprodução/Instagram

A ativista Luisa Mell, conhecida em todo o Brasil como ferrenha defensora dos animais, recebeu o vídeo em que um adolescente de Mato Grosso do Sul aparece jogando um papagaio na churrasqueira e colocando o órgão genital na boca de um cachorro. Os fatos ocorreram em Água Clara, a 193 quilômetros de Campo Grande e, nesta segunda-feira (19), os animais foram resgatados pela polícia.

Luisa publicou as imagens em sua página do Instagram, onde tem mais de 3,8 milhões de seguidores. Na postagem, ela manifesta repúdio contra os atos infracionais cometidos pelo garoto. “Nojento, covarde e criminoso. Uma das cenas mais deprimentes que já vi.  Me ajudem a pegar estes monstros! Alô ibama, aqui tem crime ambiental! Alô polícia civil mais um caso de zoofilia! Informações nos comentários! (sic)”, lê-se na postagem.

A repercussão fez com que os fatos chegassem ao conhecimento das autoridades. Nesta segunda, a Polícia Militar e a Polícia Civil estiveram na casa do adolescente, onde recolheram os animais. Conforme já noticiado pelo Midiamax, as imagens mostram o garoto se comunicando com outras pessoas em um grupo de bate-papo, meio pelo qual recebe ordens para prática dos maus-tratos.

Foram apreendidos um aparelho celular e um computador de propriedade do menor, que confessou imediatamente os maus-tratos. Segundo o mesmo, ele agia instruído por outras pessoas habituadas a tal prática, Disse ainda que em outras duas vezes, balançou o papagaio até que a ave caísse. O garoto foi encaminhado à Delegacia de Polícia.

Ele disse que o grupo ao qual faz parte tem uma hierarquia e quem pratica maus-tratos, pode chegar a ‘cargos de maior importância’. As instruções eram dadas pelos líderes do grupo, que já ocupavam cargos mais altos. Um deles, inclusive, havia matado um gato a pauladas recentemente e filmado a cena. O caso é investigado pela Polícia Civil.

Jornal Midiamax