Polícia

“Não imaginava isso”: dona de pensão não suspeitava que morto em confronto era bandido

Ela contou que o suspeito era uma pessoa tranquila

Renata Portela e Ranziel Oliveira Publicado em 14/05/2021, às 14h20

Suspeito morreu em confronto no quarto da pensão
Suspeito morreu em confronto no quarto da pensão - (Foto: Leonardo de França, Midiamax)

Morto em confronto com policiais da Derf (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos) nesta sexta-feira (14), homem de 36 anos estaria vivendo na pensão, na Rua Ouro Branco, no Jóquei Club, há aproximadamente duas semanas. A proprietária relatou que não imaginava que o inquilino estaria envolvido com crimes.

O Jornal Midiamax apurou que o homem seria Cezar Antunes de Lima, que cumpria pena em regime semiaberto. Por isso, mesmo tendo alugado o quarto, ele não dormia a pensão. A dona do albergue, de 79 anos, relatou que ele teria alugado o imóvel há aproximadamente 15 dias e que passava as noites fora, retornando no período da manhã.

O inquilino almoçava na pensão, saía à tarde e não dormia no local. “Não imaginava isso, um bandido”, relatou. Nesta sexta-feira (14), segundo a idosa, o inquilino estava almoçando no quarto quando os policiais civis chegaram, perguntado por ele. Ela permitiu a entrada e os homens foram até o quarto onde estava o suspeito.

Neste momento, segundo a proprietária da pensão, houve o confronto e troca de tiros, que terminou com a morte de César. Após os fatos, ela teria passado mal por conta do nervosismo e precisou de atendimento do Corpo de Bombeiros. Assustada com a situação, ela contou que estava se sentindo mal por ter abrigado o suspeito, sem saber que era um bandido.

Uma vizinha, de 67 anos, contou que percebia o inquilino passando as tardes na esquina, usando drogas. No entanto, ele era uma pessoa tranquila.

Tentativa de latrocínio

O crime aconteceu há 10 dias, em 4 de maio, na residência em que a vítima vivia com o marido de 74 anos, no Monte Castelo. Segundo o delegado Salomão, o marido da vítima estava no andar de cima da residência na hora do crime. A autoridade policial relatou que o casal tinha uma rotina e que não descarta, mas também não acredita que algum familiar esteja envolvido no crime.

O marido de Catarina tem problemas auditivos e não teria ouvido ou presenciado o caso. O delegado chegou a conversar com o idoso no local e pode confirmar o problema na audição da testemunha. Ele ainda foi quem encontrou a vítima, conforme o delegado. Ao encontrar a esposa, que ainda agonizava, o idoso tentou ligar para o filho, mas não conseguiu, pois estava muito nervoso e em choque.

Ele então conseguiu depois ligar para o genro, que foi ao local com a filha de Catarina. Eles acionaram o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), mas a vítima não resistiu ao ferimento. Foi apurado que Catarina teria tentado se esconder ao flagrar o bandido em seu ateliê, mas ele ainda foi atrás dela e chegou a arrombar uma porta de um imóvel onde ela estava.

Em seguida, a mulher teve mãos e pernas amarrados e foi agredida com um soco, que acabou resultando na morte da vítima. A polícia acredita que o bandido procurava por algum cofre, que poderia estar escondido atrás dos quadros, já que o cômodo foi revirado. No entanto, o casal vivia de maneira simples, sem itens luxuosos ou caros na residência.

Jornal Midiamax