Polícia

‘Madrinha do PCC’ que só roubava carros do ano ganha prisão domiciliar com tornozeleira

Com ela foi preso seu comparsa que teve a prisão preventiva decretada

Thatiana Melo Publicado em 28/06/2021, às 11h54

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(Divulgação PM)

A Justiça determinou que Márcia Paschoala Espírito Santo, conhecida como ‘Madrinha do PCC’ a sua prisão domiciliar com monitoração de tornozeleira eletrônica, em audiência e custódia nesta segunda-feira (28) feita em Campo Grande. 

O seu comparsa teve a prisão preventiva decretada. Os dois foram presos na última sexta-feira (25) e um adolescente de 15 anos acabou apreendido por participar dos roubos. O grupo teria em dois dias roubados dois carros, sendo um Fiat Toro e uma Strada. Um dos carros foi encontrado escondido na casa do adolescente. O garoto e o rapaz foram localizados pela polícia quando bebiam cerveja em um bar, logo após o roubo do Fiat Strada de uma mulher de 42 anos, que foi obrigada a dirigir para os bandidos.

A arma que o adolescente usou para praticar o assalto havia sido comprada por ele por R$ 1 mil de um usuário de drogas. O rapaz preso contou que já havia cumprido pena por tráfico de drogas em 2017 e que estava morando na casa do adolescente, que o convidou para fazer os assaltos. 

Quando levados para a delegacia, a polícia apreendeu na casa 16 munições, três jet loader e dinheiro. O autor de 23 anos ainda revelou que a arma e a moto usadas estavam guardados em uma casa no Santo Eugênio.  Os assaltos, ele confirmou que eram a mando da ‘Madrinha do PCC’ e que a exigência era de carros novos para serem levados para a Bolívia. Já Márcia se manteve calada em seu depoimento.

Madrinha do PCC

Em maio deste ano, Márcia foi presa com outros dois homens pelo roubo de um caminhão e sequestro do motorista, ocorridos na madrugada do dia 9. No dia 10, em audiência de custódia, ela teve a liberdade provisória concedida e voltou a praticar os crimes.

Conforme apurado pela polícia, ela seria responsável por intermediar os roubos de caminhões e outros veículos, além de sequestros de motoristas. Ela chegou a alegar que tinha uma dívida de drogas com o PCC por isso, estaria intermediando os roubos. Também no relato, ela contou que os veículos roubados eram levados para a região de fronteira.

Jornal Midiamax