Idoso que matou esposa queimada no Tarcila do Amaral morre na Santa Casa

Morreu na Santa Casa de Campo Grande Vicente Mendes Campos de 76 anos, acusado de matar a esposa Dulci da Silva Martinelle de 80 anos, no dia 30 de novembro de 2020. Ele trancou a idosa na casa e colocou fogo na residência, no bairro Tarcila do Amaral. Vicente estava internado no hospital sob escolta […]
| 18/01/2021
- 13:27
Idoso que matou esposa queimada no Tarcila do Amaral morre na Santa Casa
(Henrique Arakaki, Midiamax) - (Henrique Arakaki, Midiamax)

Morreu na Santa Casa de Campo Grande Vicente Mendes Campos de 76 anos, acusado de matar a esposa Dulci da Silva Martinelle de 80 anos, no dia 30 de novembro de 2020. Ele trancou a na casa e colocou fogo na residência, no bairro Tarcila do Amaral.

Vicente estava internado no sob escolta policial desde a época do crime depois de inalar fumaça do incêndio. O idoso morreu neste domingo (17) por volta das 2 da madrugada na Santa Casa, segundo a assessoria de comunicação do hospital.

Dulci morreu queimada durante a madrugada de uma segunda-feira, 30, de novembro de 2020. Na época, um dos filhos da idosa contou ao Jornal Midiamax que o autor sempre maltratava a sua mãe, que vivia trancada em casa por ele. O mecânico ainda disse que teria ficado cerca de 3 anos em falar com a mãe por que o padrasto a isolava de todos e não a deixava falar com ninguém.

O filho que não aceitava o relacionamento da mãe já teria tentado levá-la, mas ela teria preferido ficar com o autor. “Fizemos de tudo para ela largar dele”, disse José. Ele anda contou que cerca de um mês teria se despedido da mãe dizendo que não iria encontra-la mais, já que temia que este tipo de coisa pudesse acontecer.

Uma vizinha do casal disse no dia do crime, que antes de incendiar a casa, o homem teria avisado aos vizinhos que estava doando os móveis da residência e que iria passar seis meses em São Gabriel do Oeste. Ainda teria dito que Dulci já estava em São Gabriel.

Segundo a vizinha fazia dois dias que a idosa não era vista, mas como, o homem sempre a trancava em casa para não ter contato com ninguém teria sido ‘normal’ esse desaparecimento da idosa. “Ela era muito boa, já ele era carrancudo e autoritário”, falou.

O incêndio que terminou em feminicidio

O fogo começou por volta da 1h45 da madrugada do dia 30 de novembro, quando o homem incendiou a edícula onde moravam. Vizinhos que viram o incêndio acionaram o Corpo de Bombeiros e tentaram ajudar a idosa, que foi encontrada no quarto próximo ao guarda-roupa já sem vida.

Informações são de que ela teria inalado muita fumaça sendo encontrada por populares que entraram na casa para fazer o resgate. Ela tinha várias queimaduras pelo corpo e no rosto. Foi tentada a reanimação, mas Dulci já estava morta. O marido da vítima acabou inalando fumaça e foi levado para a Santa Casa de Campo Grande, onde está internado sob escolta policial.

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