Polícia

Helicóptero com cocaína que caiu em MS foi vendido à empresa goiana

Há uma semana, venda foi protocolada na Anac

Danielle Errobidarte Publicado em 21/10/2021, às 13h55

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(Foto: Divulgação/ Choque)

O helicóptero carregado com 246 quilos de cocaína, que explodiu e caiu em uma fazenda de Ponta Porã, nesta quarta-feira (21) foi vendido em julho deste ano. Há uma semana, na última quinta-feira (14), a documentação de venda foi protocolada na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, a negociação foi feita no dia 27 de julho com uma construtora com sede em Parauna, interior de Goiás. A empresa informou que a venda da aeronave foi comunicada à Anac há cerca de uma semana, no dia 11 deste mês. A documentação de transferência foi feita no dia 14 de outubro.

Corpos identificados

As duas vítimas, que morreram carbonizadas após a queda, foram identificadas como Matheus Henrique dos Santos Venâncio, de 20 anos, e Pedro Augusto Boim, de 24 anos, moradores de Rancharia, no interior paulista. Os corpos foram identificados nesta manhã pelas mães deles no IML (Instituto Médico Legal) de Ponta Porã. As mulheres vieram do interior paulista e muito abaladas reconheceram os filhos. Elas estão sendo ouvidas na Polícia Civil.

O caso está sendo investigado pelo Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado) e todas as informações colhidas serão repassadas para Campo Grande. O helicóptero Robinson R66 Turbine prefixo PR ITT consta no RAB (Registro Aeronáutico Brasileiro) em nome de uma empresa imobiliária sediada em Taubaté no interior paulista.

A aeronave estava em plenas condições de voo no que diz respeito a registros e licenças. Segundo a delegada do Dracco, Ana Cláudia Medina, os exames periciais e papiloscópicos já foram solicitados.

O secretário de Segurança Pública de Ponta Porã, Marcelino Nunes de Oliveira, afirmou que os funcionários encontraram a aeronave já totalmente carbonizada e dois corpos ao redor. "De imediato eles nos avisaram por meio do 153, da GCM-Fron (Guarda Civil Metropolitana da Fronteira), e contatamos outras forças de segurança", relatou.

(Matéria editada dia 22/10 para edição de informações) 

Jornal Midiamax