Polícia

Fuzilado com 61 tiros: polícia pede novas perícias para esclarecer crime em Campo Grande

Vítima já teria sofrido duas tentativas de assassinato

Dayene Paz Publicado em 29/04/2021, às 12h22 - Atualizado às 12h50

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Imagem: Divulgação

A Polícia Civil pediu novas perícias para tentar esclarecer o assassinato de Geraldo Ramos Villa, de 36 anos, fuzilado com 61 tiros no bairro Iraci Coelho, em Campo Grande. O crime ocorreu na noite do último dia 16 de abril, quando Geraldo guardava sua caminhonete na garagem de casa. O caso é investigado pela 5ª Delegacia de Polícia Civil da Capital.

O delegado Gustavo Bueno informou que o carro encontrado queimado aos fundos do Jardim Itamaracá e que pode ter sido utilizado pelos autores do crime, ainda passa por perícia. Por enquanto foi constatado que o veículo foi alugado, porém a polícia não repassou detalhes de quem teria feito o contrato de aluguel para não atrapalhar as investigações. Bueno disse que as imagens de câmeras de segurança ainda passam por análise.

Questionado sobre o crime ter ligação com a tentativa de homicídio que a vítima teria sofrido na cidade de Corumbá, a 444 quilômetros de Campo Grande, o delegado declarou que tudo está sendo confrontado. Em 2007, Geraldo foi vítima de dois atentado e em 2015 mais uma vez tentaram matar Geraldo, antes da execução desta sexta-feira, 16 de abril.

Geraldo também tem ficha criminal. Conforme apurado pelo Midiamax, o crime teria sido cometido em 2004 e ele foi preso, mediante mandado de prisão, em 2007. Dois anos depois da prisão, em 2009 o réu foi a júri popular, em setembro daquele ano. Por se tratar de caso antigo, não foi possível identificar registro digitalizado dos fatos. No entanto, trata-se de homicídio doloso.

Ainda de acordo com as informações apuradas pelo Midiamax, um familiar de Geraldo foi assassinado em Corumbá, por envolvimento com facção criminosa.

Execução no Iraci Coelho

Segundo a Polícia Militar, a esposa de Geraldo contou que na noite do último dia 16 de abril ele saiu de casa para guardar a camionete L200 amarela na garagem, momento em que foi interceptado por um carro prata e dois homens saíram de dentro do veículo. Informações apontam que os atiradores fizeram campana à espera da vítima.

Os suspeitos atiraram várias vezes, quando a mulher de Geraldo correu para os fundos da casa. Ainda de acordo com as informações colhidas no local, foram efetuados mais de 60 disparos de fuzil 556 e 762.

O veículo prata visto pela esposa da vítima seria o HB-20 encontrado queimado aos fundos do bairro Itamaracá, justamente destruído para dificultar o trabalho da polícia. As investigações continuam.

Jornal Midiamax