Polícia

Ex-guarda municipal que matou Maxelline e amigo tem prisão mantida

Nesta segunda-feira (18), o ex-guarda municipal Valtenir Pereira da Silva, acusado de feminicídio, homicídio e tentativa de homicídio teve a prisão mantida. A decisão foi tomada na revisão da prisão preventiva, que deve ser feita a cada 90 dias no decorrer do processo até a sentença do réu. A decisão é do juiz Carlos Alberto […]

Renata Portela Publicado em 19/01/2021, às 15h12

Valtenir no dia em que foi preso e levado para a Deam (Arquivo, Midiamax)
Valtenir no dia em que foi preso e levado para a Deam (Arquivo, Midiamax) - Valtenir no dia em que foi preso e levado para a Deam (Arquivo, Midiamax)

Nesta segunda-feira (18), o ex-guarda municipal Valtenir Pereira da Silva, acusado de feminicídio, homicídio e tentativa de homicídio teve a prisão mantida. A decisão foi tomada na revisão da prisão preventiva, que deve ser feita a cada 90 dias no decorrer do processo até a sentença do réu.

A decisão é do juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri. Conforme a peça, Valtenir é acusado do homicídio qualificado duas vezes e ainda da tentativa de homicídio, além do descumprimento de medida protetiva de urgência. Os crimes aconteceram em 29 de fevereiro de 2020.

No dia 1º de março de 2020, o ex-guarda municipal teve a prisão preventiva decretada e o mandado foi cumprido no dia 6, após o acusado permanecer foragido. Para o magistrado, permanecem presentes os fundamentos que autorizaram a prisão preventiva, não havendo fatos novos que justifiquem colocar Valtenir em liberdade.

Por representar risco pelos crimes já cometidos e ainda riscos à vítima da tentativa de homicídio, foi mantida a prisão. A reavaliação deve acontecer daqui a 80 dias. Valtenir foi interrogado no dia 11 de janeiro, em audiência de instrução e julgamento. Ele deveria ter sido ouvido no final de 2020, com as testemunhas, mas houve adiamento.

Feminicídio e homicídio

Ex-guarda municipal que matou Maxelline e amigo tem prisão mantida
Valtenir era guarda municipal (Reprodução, Arquivo Pessoal)

Naquele dia 29 de fevereiro, a vítima Maxelline estava na casa de Steferson e da namorada, onde participava de um churrasco. Em determinado momento, Valtenir chegou e os dois começaram a conversar do lado de fora. A princípio as investigações apontaram que ele não aceitava o término do relacionamento e tentava reatar.

Além disso, a vítima teria tentado dar outras chances a Valtenir, mas por conta de agressões solicitou medida protetiva contra ele. Mesmo assim, naquela noite os dois acabaram discutindo, quando Valtenir tentou tirar a vítima do local. Neste momento, a amiga de Maxelline tentou ajudá-la.

Conforme aponta a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Maxelline entrou na frente para proteger a amiga, que correu para dentro da casa. Mesmo assim Valtenir atirou, atingindo a amiga da ex-namorada nas costas. Em seguida Steferson saiu para ver o que estava acontecendo e também foi atingido por um tiro no tórax.

Maxelline foi atingida em seguida por um tiro na cabeça. Ela e o amigo morreram no local, já a terceira vítima foi socorrida e se recuperou do ferimento.Valtenir ainda fugiu naquele dia e permaneceu escondido. Equipes policiais fizeram ações, inclusive com helicóptero na tentativa de localizar o acusado, que acabou preso no dia 6 de março.

O MPMS ofereceu denúncia por homicídio qualificado por motivo torpe, também pela violência doméstica, caracterizando feminicídio. Além do homicídio contra Steferson, também qualificado por motivo torpe. Ainda recurso que dificultou a defesa da vítima, descumprimento de medida protetiva e tentativa de homicídio.

Jornal Midiamax