Foram condenados Cosme Santos da Silva, 23 anos, e Clailton Silva Santos, de 19 anos, pelo latrocínio do policial militar da reserva Jonas Rufino da Silva, de 54 anos. O crime aconteceu no dia 24 de julho, na propriedade rural em que o militar morava, em Bataguassu, a 335 quilômetros de Campo Grande.

Conforme a sentença do juiz Aldrin de Oliveira Russi, da 1ª Vara da Comarca de Bataguasu, os réus foram condenados pelo crime de roubo seguido de morte. Eles cumprirão 20 anos de reclusão cada, em regime inicial fechado. Atualmente, eles estão presos.

Relembre o caso

O policial da reserva foi morto com um tiro na nuca e a suspeita é de que tenha sido surpreendido pelo autor do disparo. Também não havia sinal de arrombamento na residência. Uma testemunha tinha conversado com o militar durante a manhã, quando os dois fizeram um serviço em um lote. Eles combinaram de retomar o serviço após o meio-dia.

Já no período da tarde, a testemunha foi ao sítio de Jonas, mas não viu a camionete dele, uma S10 prata, placas HTD-7379. Assim, ele voltou para casa, pensando que a vítima não estava lá. Já por volta das 22 horas, a esposa de Jonas ligou dizendo que estava preocupada, pois não conseguia falar com ele.

A testemunha foi até a casa de Jonas, quando encontrou a vítima já caída no chão, morta a tiro. O celular do policial também foi levado do local e o caso foi investigado como latrocínio pela Polícia Civil.

Equipes do SIG (Setor de Investigações Gerais) de Nova Andradina, comandadas pelo delegado Guilherme Scucuglia Cezar, iniciaram as buscas logo após a comunicação do crime. A camionete roubada de Jonas foi encontrada já em Paranavaí (PR) e os dois acusados do latrocínio presos.