Polícia

Após prisão, ‘Bonitão’ do PCC teria negociado liberdade por 1 milhão de dólares

Denúncias apontam que a tentativa de resgate de Giovanni Barbosa da Silva, o ‘Bonitão’ do PCC (Primeiro Comando da Capital) teria ocorrido após negociação frustrada pela liberdade do líder da facção na fronteira. A princípio, agentes paraguaios de Pedro Juan Caballero teriam exigido US$ 1 milhão para soltarem o criminoso, mas houve desacordo. As ações […]

Renata Portela Publicado em 12/01/2021, às 14h33 - Atualizado às 17h14

Giovanni, o 'Bonitão', apontado como liderança do PCC na fronteira (Divulgação)
Giovanni, o 'Bonitão', apontado como liderança do PCC na fronteira (Divulgação) - Giovanni, o 'Bonitão', apontado como liderança do PCC na fronteira (Divulgação)

Denúncias apontam que a tentativa de resgate de Giovanni Barbosa da Silva, o ‘Bonitão’ do PCC (Primeiro Comando da Capital) teria ocorrido após negociação frustrada pela liberdade do líder da facção na fronteira. A princípio, agentes paraguaios de Pedro Juan Caballero teriam exigido US$ 1 milhão para soltarem o criminoso, mas houve desacordo.

As ações que ainda terminaram na morte de 8 pessoas na noite desta segunda-feira (11) em Ponta Porã, tiveram início no último sábado (9), quando Bonitão foi preso. Um vídeo feito no momento da detenção mostraria que ele foi levado por alguns policiais até a Base de Investigação Criminal por volta das 19h50. Tudo teria corrido com tranquilidade, sem intercorrências.

Após prisão, ‘Bonitão’ do PCC teria negociado liberdade por 1 milhão de dólares
Momento da prisão de Giovanni (Divulgação)

Já preso, Bonitão teria sido coagido a pagar o referente a US$ 1 milhão, para que fosse liberado. Ele aceitou e conforme o site paraguaio La Nación, chegou a desembolsar metade do valor, mas a negociação acabou frustrada. Ele entregaria o restante na segunda-feira, mas quando o grupo foi pagar os 500 mil dólares ainda na madrugada de domingo (10), houve uma discussão entre os agentes e os ‘soldados’ de Bonitão, que terminou com o tiroteio.

Durante a troca de tiros, um paraguaio ficou gravemente ferido. Um dos policiais chegou a ser feito refém, mas os integrantes do PCC acabaram fugindo e abandonando o chefe. Ainda segundo a denúncia, após a decisão do presidente Mario Abdo pela extradição de Giovanni, os policiais paraguaios começaram a distribuir o dinheiro sujo. Há agora temor por suposta vingança do PCC pelo golpe cometido.

Expulsão e mortes

No mesmo dia do tiroteio, Bonitão foi expulso do Paraguai e entregue à Polícia Federal do Paraná. Já na noite de segunda-feira, integrantes do PCC que teriam participado do tiroteio e tentativa de resgate do preso foram mortos em confronto com policiais do Garras (Delegacia Especializada Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros).

Oito homens morreram, dos quais seis seriam brasileiros. Até o momento, foram identificados os paraguaios Edson Prieto Dávalos, de 28 anos, e Óscar Rubén Cardozo Delvalle, de 37. Os dois estavam no grupo que trocou tiros com o Garras, Bope (Batalhão de Operações Especiais) e DOF (Departamento de Operações de Fronteira).

Segundo informações da polícia, após a prisão e expulsão de Giovanni, as forças de segurança descobriram a casa onde se escondiam os bandidos no Brasil e em operação coordenada, invadiram a casa de apoio. No local, encontraram 8 membros da facção, sendo que dois conseguiram pular o muro e fugir.

Após prisão, ‘Bonitão’ do PCC teria negociado liberdade por 1 milhão de dólares
Armas foram apreendidas (Divulgação)

Houve confronto e seis acabaram mortos no local. Equipes do DOF e Bope vasculharam a região e encontraram os outros dois fugitivos, que também morreram em troca de tiros. Durante a operação, várias armas também foram apreendidas, incluindo um fuzil da marca MOE, modelo FN15, série FNCR 001854, de origem americana, calibre 5,56 / .223, com dois carregadores e dois telefones iPhone.

Jornal Midiamax