Polícia

Justiça decreta sigilo e coletiva sobre operação da PF é cancelada em Campo Grande

Operação levou um empresário para a prisão e apreendeu artigos de luxo de grupo que fazia contrabando de produtos importados

Thatiana Melo e Dayene Paz Publicado em 26/05/2021, às 10h31

None
(Henrique Arakaki, Midiamax)

Coletiva que daria detalhes da operação deflagrada na manhã desta quarta-feira (26), em Campo Grande deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com a Receita Federal acabou cancelada após juiz decretar sigilo do caso. Um empresário acabou sendo detido e levado para a sede da PF.

Na deflagração da Operação Harpócrates foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão e 1 de prisão, em vários pontos da cidade. Sendo que em uma loja dentro de um hotel chique, na Avenida Afonso Pena vários produtos foram apreendidos.

As apreensões foram realizadas com auxílio de guincho da Polícia Federal na loja, que fica em um hotel na Avenida Afonso Pena e abastece até mesmo sertanejos famosos de todo o Brasil. Entre os itens apreendidos estão aparelhos eletrônicos, celulares, fones, tablets. Na internet, a loja oferece como destaque celulares lançamento da Apple.

Durante as investigações, identificou-se a continuidade na comercialização de produtos eletrônicos estrangeiros, sem o devido registro de importação.

A logística

Lojistas de Campo Grande usavam doleiros para enviar dinheiro para fornecedores de mercadorias no Paraguai; em seguida, promoviam a entrada dos produtos eletrônicos no Brasil, sem fazer o pagamento do imposto. Eles usavam empresas de fachada para expedir notas fiscais para justificar a entrada das mercadorias; e por fim, os equipamentos eram revendidos no mercado nacional.

A investigação iniciou-se em 21 de novembro de 2019 e durante o seu curso foram realizadas apreensões de mercadorias descaminhadas bem como investigada a situação patrimonial dos envolvidos.

Jornal Midiamax