Polícia

Alvo de operação que prendeu 25 membros do PCC, ‘disciplina’ é condenado a 14 anos

Ele foi denunciado por integrar a organização criminosa e tortura

Renata Portela Publicado em 26/07/2021, às 14h24

Equipes policiais durante a operação
Equipes policiais durante a operação - (Divulgação, PCMS)

Foi condenado a 14 anos e 10 dias de prisão Felipe da Silva Moura, o ‘Magrão’ do PCC (Primeiro Comando da Capital). Preso desde o dia 22 de agosto de 2019com outros 24 faccionados, Felipe é acusado de integrar a organização criminosa e também de tortura, por participar de tribunal do crime.

O processo com a denúncia dos 25 integrantes do PCC, presos durante a Operação Collimatos da Polícia Civil, segue em sigilo. A sentença de condenação de Felipe foi publicada no Diário da Justiça desta segunda-feira (26). Conforme a decisão do juiz Aldrin de Oliveira Russi, restou claro que o réu integra a organização criminosa.

Além disso, houve aumento de pena por ser reincidente e pelo uso de arma de fogo e também corrupção de menores. “A conduta social é ruim, pois o condenado dedica sua vida ao mundo do crime e assim afastou-se principalmente do valor social do trabalho. A personalidade não é nada boa, pois ao se dedicar ao PCC, o condenado revela ser pessoa disposta à prática de qualquer tipo de delito em prol dos integrantes do crime organizado”, pontua o magistrado.

Por fim, Felipe foi condenado a 14 anos e 10 dias de reclusão, além do pagamento de 188 dias multa, considerando o valor do dia multa como 1/30 do salário mínimo vigente à época dos fatos. Ele deverá cumprir pena em regime fechado e, por integrar organização criminosa, não poderá progredir de regime de cumprimento, nem mesmo obter livramento condicional ou outros benefícios.

Jornal Midiamax