Polícia

Aeronáutica recebe apoio de Brasília para investigar acidente com piloto em Campo Grande

Não há prazo para o término das investigações

Thatiana Melo Publicado em 14/09/2021, às 10h44

None

Militares de Brasília estão em Campo Grande para a investigação sobre as causas da queda da aeronave Super Tucano A-29 da Embraer, que acabou explodindo nesta segunda-feira (13), em um descampado que fica nos fundos do Aeroporto Internacional da Capital.

Informações de Brasília são de que não há um prazo para o término das investigações. Não foram dados detalhes sobre o que poderia ter causado a queda da aeronave. O piloto que se ejetou antes do Tucano cair passa bem.

A falha técnica foi detectada pelo piloto durante um voo de treinamento na área. Após detectar a falha, o avião foi direcionado para uma região desabitada, onde colidiu com o solo. Com a queda, a aeronave acabou pegando fogo e o incêndio atingiu aproximadamente 10 hectares da fazenda, sendo controlado pelo Corpo de Bombeiros e também por funcionários da propriedade rural. O valor estimado da aeronave vai de R$ 52 a 150 milhões.

Conforme a FAB, o piloto foi resgatado por um helicóptero H-60 Black Hawk do Esquadrão Pelicano e passa bem.

Piloto ejetou

Considerado procedimento padrão para evitar que o piloto fique gravemente ferido ou até perca a vida durante um acidente, caças e aviões de ataque, entre outros, são equipados com sistema de assento ejetável para essas ocasiões.

As aeronaves utilizam foguetes para lançar o assento com o piloto para fora do avião e depois paraquedas para cair em segurança. A ejeção é ativada manualmente e envolve o trabalho simultâneo de vários sistemas que garantem o funcionamento correto da ejeção e do pouso.

É tudo muito rápido. Entre o acionamento da alavanca e a abertura do paraquedas, passam cerca de quatro segundos apenas, segundo o engenheiro e professor de Instrumentação Aeronáutica, Paulo Lobo, ouvido pela revista Superinteressante. 

Jornal Midiamax