Polícia

Réu primário: Solto homem que fugiu de UPA com enteado que tinha sinais de tortura

Por ser réu-primário e ter bons antecedentes, o homem que fugiu da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Almeida, juntamente com a esposa e o enteado de dois que tinha sinais de tortura pelo corpo, foi liberado durante audiência de custódia nesta terça-feira (18). Ele havia sido detido pela polícia com a mulher, que […]

Renan Nucci Publicado em 18/08/2020, às 15h21 - Atualizado em 19/08/2020, às 09h11

Foto: Arquivo / Jornal Midiamax
Foto: Arquivo / Jornal Midiamax - Foto: Arquivo / Jornal Midiamax

Por ser réu-primário e ter bons antecedentes, o homem que fugiu da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Almeida, juntamente com a esposa e o enteado de dois que tinha sinais de tortura pelo corpo, foi liberado durante audiência de custódia nesta terça-feira (18). Ele havia sido detido pela polícia com a mulher, que foi liberada na ocasião.

Na decisão, a Justiça também considerou que ele tinha emprego fixo e residência, bem como impôs medida cautelar proibindo que ele se aproximasse da vítima.  Conforme noticiado, a criança foi levada até a unidade de saúde por volta das 16h30 de segunda (17), sendo que o médico disse à mãe que o menino deveria ficar em observação até 22 horas, e passar por exames de raio-x. 

Mas, por volta das 20 horas a mulher fugiu da UPA com o namorado, levando o filho. O menino havia dado entrada com hematomas em um dos lados do rosto e sangue coagulado. Aos médicos, a mulher contou que o filho tinha caído da cama e batido com a cabeça em um banco de madeira. 

Ela alegou que precisou sair à tarde para fazer compras para a pizzaria da irmã e que deixou o filho com o namorado, com quem convive há oito meses. Depois de algum tempo, o rapaz ligou para ela dizendo que o enteado havia caído da cama e que era para voltar o mais rápido possível.

Quando ela chegou encontrou o filho no banheiro chorando e com o rosto machucado. A mulher, então, junto do namorado foi para a UPA aconselhada por uma amiga, que também cuidava da criança, mas neste dia o menino havia ficado apenas com o namorado da mãe.

Já na unidade de saúde os médicos desconfiaram e depois da fuga da mulher acionaram a polícia, que levou o casal para a delegacia para prestar esclarecimentos. A tia do menino foi até a delegacia e lá perguntou ao sobrinho se ele havia caído, e o menino disse que sim, e quando questionado se o namorado da mãe havia batido nele, ele também respondeu que sim. O menino ainda tinha marcas nas costas e perto da nuca e pescoço, que segundo relatos da tia da criança não parecem com uma queda acidental.

Jornal Midiamax