Polícia

PMA que atirou em vizinho ganha liberdade, mas fica sem o porte da arma de fogo

Preso na madrugada de sábado (12) após atirar em um vizinho no Jardim das Macaúbas e se apresentar no quartel da Polícia Militar Ambiental, o oficial ganhou nesta segunda-feira (14) liberdade provisória. No entanto, fica sem o porte da arma de fogo e também está proibido de ter contato com a vítima. Segundo os registros […]

Renata Portela Publicado em 14/09/2020, às 14h31

(Foto: Reprodução, Vídeo)
(Foto: Reprodução, Vídeo) - (Foto: Reprodução, Vídeo)

Preso na madrugada de sábado (12) após atirar em um vizinho no Jardim das Macaúbas e se apresentar no quartel da Polícia Militar Ambiental, o oficial ganhou nesta segunda-feira (14) liberdade provisória. No entanto, fica sem o porte da arma de fogo e também está proibido de ter contato com a vítima.

Segundo os registros feitos na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, o militar atua na corporação há 22 anos. Assim, ele contou que voltava para casa e parou na frente do portão com a motocicleta, quando foi abrir com o controle e percebeu o casal em outra moto, ao lado.

Então, quando entrou e foi fechar o portão, viu que o casal também entrou. No entanto, estava desconfiado que eles não seriam moradores e tentou impedir que eles entrassem no local. Ainda nas palavras do PM, em nenhum momento o casal disse que morava ali, então ele os seguiu até a casa onde eles entraram.

Também conforme o militar, ele chegou a ouvir o homem dizer “Vou dar o que ele quer”, e sair com uma faca em mãos. Com isso ele teria feito o disparo com a arma de fogo contra o vizinho, sem ter se identificado até então como policial militar. Momentos depois, ligou para o capitão e se entregou pelo crime, sendo preso em flagrante.

Imagens das câmeras

Conforme já noticiado, as câmeras de segurança da entrada do condomínio filmaram o momento em que os três envolvidos entram no local. No entanto, a mulher chegou a dizer em depoimento que o marido esqueceu o controle e, por isso, aproveitou quando o vizinho abriu para entrar também.

Porém, quando entrou no condomínio, o casal teria sido ofendido e ainda impedido de entrar pelo policial. Assim, também segundo relato da filha do morador, eles seguiram para casa sem dizerem mais nada. Preso pela lesão corporal grave, o policial ganhou liberdade nesta segunda-feira, mas ficou proibido de portar a arma de fogo.

Além disso, ele teve a arma apreendida e não poderá ter contato com a vítima.

Jornal Midiamax