Polícia

PM filmado agredindo mulher em batalhão vira réu por caso de ameaças em janeiro

No final de novembro, o 2º tenente da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul André Luiz Leonel Andrea se tornou réu em processo que é investigado por ameaça, injúria e outros crimes que teria cometido em serviço, em 20 de janeiro deste ano. Na ocasião, ele teria ameaçado e injuriado comerciantes de Bodoquena, cidade […]

Renata Portela Publicado em 15/12/2020, às 11h36 - Atualizado em 16/12/2020, às 08h12

Cena em que o militar agride a mulher algemada no batalhão (Reprodução)
Cena em que o militar agride a mulher algemada no batalhão (Reprodução) - Cena em que o militar agride a mulher algemada no batalhão (Reprodução)

No final de novembro, o 2º tenente da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul André Luiz Leonel Andrea se tornou réu em processo que é investigado por ameaça, injúria e outros crimes que teria cometido em serviço, em 20 de janeiro deste ano. Na ocasião, ele teria ameaçado e injuriado comerciantes de Bodoquena, cidade onde atuava, a 260 quilômetros de Campo Grande.

Conforme a denúncia apresentada pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o fato aconteceu por volta das 17h30 em uma conveniência da cidade. O policial teria constrangido a vítima mediante grave ameaça. Ainda no mesmo dia, teria ameaçado os pais da vítima já no batalhão da PM do município.

Segundo o MP, a equipe do militar foi até a conveniência após denúncia de que menores de idade estariam bebendo ali. No local, André abordou um grupo de pessoas, sendo um adolescente, e o responsável por oferecer a bebida acabou preso em flagrante. No entanto, o filho dos proprietários e funcionário começou a guardar as mesas e cadeiras, porque já estava no horário de encerrar o atendimento.

Ao recolher as latas e garrafas que estavam na mesa onde a adolescente foi flagrada, o militar teria se alterado, exigindo que o rapaz recolhesse novamente as latas e garrafas do lixo. Ele ainda ameaçou a vítima dizendo que seria presa por desobediência se não pegasse os materiais do lixo.

Foram registradas pelas testemunhas agressões verbais feitas pelo policial contra a vítima. “Se você ousar qualquer coisa, vou quebrar sua cara”, teria dito. Já no batalhão, os pais do rapaz e donos da conveniência teriam sido constrangidos pelo militar, que os impediu de terem acesso ao filho.

Por isso, ele foi denunciado pelos crimes previstos no Código Penal Militar de constranger mediante grave violência e ameaça, na condição de estar em serviço. O juiz Alexandre Antunes da Silva recebeu o processo, tornando o militar réu. Além disso, foi marcada a primeira audiência do caso para fevereiro de 2020.

Casos de agressões

O militar foi transferido do Batalhão de Bodoquena para Campo Grande, por inconveniência e também afastado do cargo. Ele já respondia um processo por agressão na Corregedoria e já foi investigado pela 1ª Companhia Independente, unidade em que era lotado, por suposto excesso após abordagem que teve disparos de arma de fogo e tiro de bala de borracha.

No entanto, o inquérito concluiu que não houve transgressões por parte dele ou dos demais servidores envolvidos na ocorrência. O fato ocorreu em novembro de 2018.

Em novembro deste ano durante uma carreata de uma candidata à prefeitura da cidade de Bodoquena, ele teria pisado na cabeça de um rapaz que estava na rua. Imagens da agressão circularam na internet.

O último fato a ser descoberto ocorreu em setembro deste ano, quando ele foi flagrado pelas câmeras de segurança do batalhão agredindo uma mulher, que estava presa e algemada. O caso ocorreu após confusão em um restaurante de Bonito

Jornal Midiamax