Polícia

Operação da PF combate lavagem de dinheiro e contrabando de agrotóxicos em MS

Nesta quinta-feira (13), Polícia Federal de Naviraí realiza operação em Sete Quedas, a 459 quilômetros de Campo Grande, cumprindo mandados por crimes de lavagem de dinheiro e contrabando. O foco seria uma organização criminosa especializada no contrabando de couro e agrotóxicos. Segundo a Polícia Federal, os mandados de busca e apreensão são cumpridos para desarticular […]

Renata Portela Publicado em 13/02/2020, às 10h54 - Atualizado às 15h24

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Nesta quinta-feira (13), Polícia Federal de Naviraí realiza operação em Sete Quedas, a 459 quilômetros de Campo Grande, cumprindo mandados por crimes de lavagem de dinheiro e contrabando. O foco seria uma organização criminosa especializada no contrabando de couro e agrotóxicos.

Segundo a Polícia Federal, os mandados de busca e apreensão são cumpridos para desarticular a organização criminosa, que além do contrabando atua em crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Sete Quedas é um município de fronteira com o Paraguai, país vizinho, principal ‘distribuidor’ de agrotóxico contrabandeado para o Brasil.

Os mandados foram expedidos pela 3ª Vara Federal da Seção Judiciária de Campo Grande e são cumpridos nas residências dos investigados. Conforme a polícia, eles estariam internalizando irregularmente em território nacional couro e agrotóxico, além de dissimular a origem ilícita dos recursos financeiros obtidos com a prática criminosa, com uso de ‘laranjas’.

A operação foi denominada Abate, uma alusão ao abatedouro utilizado pelos investigados para realizar a mescla do produto lícito com o material importado irregularmente do Paraguai.

Aumento das apreensões de contrabando

Nos últimos meses, tem crescido o número de apreensões de agrotóxicos contrabandeados do Paraguai. Ações feitas pela Polícia Rodoviária Federal, DOF (Departamento de Operações de Fronteira)e Polícia Militar já apreenderam toneladas do produto. No último fim de semana, o jornal The Washington Post divulgou matéria com números dessas apreensões e dados sobre o contrabando.

Na publicação, o jornalista aponta a fronteira do Paraguai como um local “onde a fiscalização aduaneira varia de frouxa a inexistente” e relembra que em Mato Grosso do Sul o peso dos pesticidas apreendidos dobrou em 2019 e que a polícia e os promotores cada vez mais reclamam de uma situação fora de controle.

A informação é de que o agrotóxico é produzido na China, chega ao Paraguai e pela fronteira seca entra no Brasil. Segundo o jornal internacional, o pesticida ilegal é duas vezes mais poderoso do que o permitido no Brasil, o que poderia causar ainda mais riscos à saúde da população. “A cada ano, os pesticidas envenenam 3 milhões de pessoas e matam mais de 200.000, estima a OMS (Organização Mundial da Saúde)”.

Jornal Midiamax