Polícia

Justiça pede exame para traçar perfil psicopata de Cleber, que matou 7 em Campo Grande

Após feitos os exames de insanidade mental no serial killer, Cleber de Souza Carvalho, 43 anos, no último dia 19 de agosto foi feito um pedido pelo médico que o atendeu de um exame complementar de psicodiagnóstica, que ainda deve ser marcado pela Justiça. O teste de psicodiagnóstica é para traçar ou não o perfil […]

Thatiana Melo Publicado em 25/08/2020, às 09h02 - Atualizado às 14h33

Após segundo exame, os laudos devem ficar prontos em até 45 dias (Dayene Paz, Midiamax)
Após segundo exame, os laudos devem ficar prontos em até 45 dias (Dayene Paz, Midiamax) - Após segundo exame, os laudos devem ficar prontos em até 45 dias (Dayene Paz, Midiamax)

Após feitos os exames de insanidade mental no serial killer, Cleber de Souza Carvalho, 43 anos, no último dia 19 de agosto foi feito um pedido pelo médico que o atendeu de um exame complementar de psicodiagnóstica, que ainda deve ser marcado pela Justiça.

O teste de psicodiagnóstica é para traçar ou não o perfil psicopata de Cleber, que matou sete pessoas em Campo Grande para ficar com seus bens imóveis e móveis. De acordo com o advogado de defesa, Jean Cabreira, o pedido feito pelo médico que atendeu Cleber é visto como favorável nas argumentativas com o júri.

O advogado argumenta que não existe um hospital psiquiátrico em presídios e que poderia nestes casos ter uma monitoração e acompanhamento por tornozeleira eletrônica, ao invés do encarceramento.  “É necessário meios alternativos, por que ele (Cleber) não é louco e o encarceramento seria o mesmo para as vítimas, a morte”, finalizou Jean Cabreira.

O advogado nesta segunda-feira (24) teria entrado com o pedido de renúncia da defesa de Cleber em relação a vítima Timótio Pontes, que teve o corpo encontrado dentro de um poço em uma residência, no bairro Vila Planalto. Mas, em relação a desa no caso de José Leonel, Cabreira ainda vai atuar no caso.

No dia 21 de agosto, a Justiça negou o pedido de sigilo no processo pedido pela defasa que argumentou a ampla e excessiva divulgação do caso à impressa, requer o absoluto sigilo no caso que se tornou “midiático”. A defesa também alega que autoridade policial auxiliou para que o caso tornasse “midiático”. De acordo com a decisão, não há qualquer indício de que a autoridade policial tenha dado indevida publicidade aos fatos.

Mortes em Campo Grande

José Jesus de Souza, de 44 anos, conhecido como Baiano, desaparecido desde fevereiro deste ano, teve o corpo encontrado no dia 15 de maio deste ano, durante a madrugada. Algumas horas depois, quem também teve o corpo encontrado após escavações foi Roberto Geraldo Clariano, de 48 anos, desaparecido desde junho de 2018, morto durante uma discussão no Recanto dos Pássaros.

Roberto teria sido contratado por Cleber para fazer um trabalho braçal, e durante a briga foi morto com golpe do cabo de uma picareta na cabeça. Ele então foi enterrado em um terreno no Recanto dos Pássaros.

No início da tarde do mesmo dia, o idoso o idoso Hélio Taira, de 73 anos, que estava desaparecido desde novembro de 2016, também foi localizado. Cleber fazia reforma em residência na Vila Planalto e, na ocasião, Hélio foi contratado para prestar um serviço de jardinagem, oportunidade em que se desentenderam.

O pedreiro então matou a vítima com pauladas, cavou buraco, enterrou o corpo e depois concretou o local, colocando piso. Por este motivo, o corpo não tinha sido encontrado até então.

Já Flávio Pereira Cece, de 34 anos, desaparecido desde 2015, era dono do imóvel onde foi encontrado enterrado no bairro Alto Sumaré, região da Vila Planalto. Ele era primo do serial killer Cleber, que segundo a polícia, matou o primo a pauladas o enterrou e vendeu a residência por R$ 50 mil com o corpo de Flávio enterrado.

Na noite do dia 15 foi encontrado o corpo de Claudionor Longo Xavier, de 48 anos, que saiu de casa no dia 16 abril, foi assassinado e teve a moto XTZ Crosser vendida pelo autor. O veículo foi localizado em residência na Rua Juventus, com outro primo de Cleber.

Na manhã do dia 16 de maio, Timotio Pontes Roman, de 62 anos, foi encontrado morto em um poço dentro de residência na Rua Urano, no bairro Vila Planalto. A primeira das vítimas a ser descoberta foi José Leonel, 61, que havia sido encontrado no dia 7 de maio, enterrado em um quintal na Vila Nasser.

Jornal Midiamax