Polícia

Defesa de serial killer que matou 7 diz que caso ficou ‘midiático’, pede sigilo e Justiça nega

A Justiça negou o pedido da defesa do serial killer, Cleber de Souza Carvalho, 43, que quer o sigilo absoluto em relação às informações do inquérito sobre o pedreiro, autor confesso de sete homicídios em Campo Grande. A negativa foi dada em unanimidade pelos desembargadores do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). […]

Diego Alves Publicado em 21/08/2020, às 22h22 - Atualizado em 22/08/2020, às 10h17

Cleber em um dos locais de crime (Arquivo Midiamax)
Cleber em um dos locais de crime (Arquivo Midiamax) - Cleber em um dos locais de crime (Arquivo Midiamax)

A Justiça negou o pedido da defesa do serial killer, Cleber de Souza Carvalho, 43, que quer o sigilo absoluto em relação às informações do inquérito sobre o pedreiro, autor confesso de sete homicídios em Campo Grande. A negativa foi dada em unanimidade pelos desembargadores do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

A filha de Cleber, Yasmin Natacha Gonçalves Carvalho, de 19 anos, e a esposa dele, Roselaine Tavares Gonçalves, 40 anos, também foram presas por participação nos crimes.

A defesa argumenta que Cleber, inconformado com a ampla e excessiva divulgação do caso à impressa, requer o absoluto sigilo no caso que se tornou “midiático”. A defesa também alega que autoridade policial auxiliou para que o caso tornasse “midiático”. De acordo com a decisão, não há qualquer indício de que a autoridade policial tenha dado indevida publicidade aos fatos.

“A simples alegação de se tratar o presente julgamento de caso midiático, tendo em vista ser o apelante supostamente o autor confesso de sete homicídios, não se mostra, por si só, fundamento suficiente a autorizar a decretação de sigilo nos autos. O processo criminal é essencialmente público e decidir de forma contrária, apenas com base na gravidade dos delitos imputados ao apelante, poderia abrir temeroso precedente, com a sobreposição do interesse individual ao coletivo, o que não se pode admitir”, consta na decisão.

Mortes na Capital

José Jesus de Souza, de 44 anos, conhecido como Baiano, desaparecido desde fevereiro deste ano, teve o corpo encontrado no dia 15 de maio deste ano, durante a madrugada. Algumas horas depois, quem também teve o corpo encontrado após escavações foi Roberto Geraldo Clariano, de 48 anos, desaparecido desde junho de 2018, morto durante uma discussão no Recanto dos Pássaros.

Roberto teria sido contratado por Cleber para fazer um trabalho braçal, e durante a briga foi morto com golpe do cabo de uma picareta na cabeça. Ele então foi enterrado em um terreno no Recanto dos Pássaros.

No início da tarde do mesmo dia, o idoso o idoso Hélio Taira, de 73 anos, que estava desaparecido desde novembro de 2016, também foi localizado. Cleber fazia reforma em residência na Vila Planalto e, na ocasião, Hélio foi contratado para prestar um serviço de jardinagem, oportunidade em que se desentenderam.

O pedreiro então matou a vítima com pauladas, cavou buraco, enterrou o corpo e depois concretou o local, colocando piso. Por este motivo, o corpo não tinha sido encontrado até então.

Flávio Pereira Cece, de 34 anos, desaparecido desde 2015, era dono do imóvel onde foi encontrado enterrado no bairro Alto Sumaré, região da Vila Planalto. Ele era primo do serial killer Cleber, que segundo a polícia, matou o primo a pauladas o enterrou e vendeu a residência por R$ 50 mil com o corpo de Flávio enterrado.

Na noite do dia 15 foi encontrado o corpo de Claudionor Longo Xavier, de 48 anos, que saiu de casa no dia 16 abril, foi assassinado e teve a moto XTZ Crosser vendida pelo autor. O veículo foi localizado em residência na Rua Juventus, com outro primo de Cleber.

Na manhã do dia 16 de maio, Timotio Pontes Roman, de 62 anos, foi encontrado morto em um poço dentro de residência na Rua Urano, no bairro Vila Planalto. A primeira das vítimas a ser descoberta foi José Leonel, 61, que havia sido encontrado no dia 7 de maio, enterrado em um quintal na Vila Nasser.

Jornal Midiamax