Polícia

Filha de serial killer que matou 7 em Campo Grande tem prisão domiciliar concedida

A Justiça concedeu na noite desta terça-feira (3) a prisão domiciliar de Yasmin Natasha Gonçalves, presa pela participação em assassinatos cometidos por Cleber de Souza Carvalho. A defesa de Yasmin havia alegado deficiência intelectual pedindo a revogação da prisão dela no dia 28 de outubro deste ano. O alvará de soltura foi concedido pelo juiz […]

Thatiana Melo Publicado em 04/11/2020, às 05h54 - Atualizado às 13h23

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A Justiça concedeu na noite desta terça-feira (3) a prisão domiciliar de Yasmin Natasha Gonçalves, presa pela participação em assassinatos cometidos por Cleber de Souza Carvalho. A defesa de Yasmin havia alegado deficiência intelectual pedindo a revogação da prisão dela no dia 28 de outubro deste ano.

O alvará de soltura foi concedido pelo juiz de direito Aluizio Pereira dos Santos, que determinou que Yasmin deve se recolher no período noturno em sua residência as 19 horas só podendo sair no dia seguinte às 6 horas para trabalhar, além de comparecer mensalmente em juízo.

O juiz acatou as alegações da defesa de Yasmin que teria sido diagnosticada com retardo mental de natureza grave, e que durante seu depoimento, ela teria ‘fantasiado’ situações. No pedido da defesa, foi afirmado que a jovem não oferece riscos a sociedade podendo responder o caso em liberdade. Laudos médicos e receitas foram anexadas na tentativa de demonstrar, que mãe e filha podem ter a liberdade concedida com medidas cautelares impostas.

Mortes em Campo Grande

José Jesus de Souza, de 44 anos, conhecido como Baiano, desaparecido desde fevereiro deste ano, teve o corpo encontrado no dia 15 de maio deste ano, durante a madrugada. Algumas horas depois, quem também teve o corpo encontrado após escavações foi Roberto Geraldo Clariano, de 48 anos, desaparecido desde junho de 2018, morto durante uma discussão no Recanto dos Pássaros.

Roberto teria sido contratado por Cleber para fazer um trabalho braçal, e durante a briga foi morto com golpe do cabo de uma picareta na cabeça. Ele então foi enterrado em um terreno no Recanto dos Pássaros.

No início da tarde do mesmo dia, o idoso o idoso Hélio Taira, de 73 anos, que estava desaparecido desde novembro de 2016, também foi localizado. Cleber fazia reforma em residência na Vila Planalto e, na ocasião, Hélio foi contratado para prestar um serviço de jardinagem, oportunidade em que se desentenderam.

O pedreiro então matou a vítima com pauladas, cavou buraco, enterrou o corpo e depois concretou o local, colocando piso. Por este motivo, o corpo não tinha sido encontrado até então.

Já Flávio Pereira Cece, de 34 anos, desaparecido desde 2015, era dono do imóvel onde foi encontrado enterrado no bairro Alto Sumaré, região da Vila Planalto. Ele era primo do serial killer Cleber, que segundo a polícia, matou o primo a pauladas o enterrou e vendeu a residência por R$ 50 mil com o corpo de Flávio enterrado.

Na noite do dia 15 foi encontrado o corpo de Claudionor Longo Xavier, de 48 anos, que saiu de casa no dia 16 abril, foi assassinado e teve a moto XTZ Crosser vendida pelo autor. O veículo foi localizado em residência na Rua Juventus, com outro primo de Cleber.

Na manhã do dia 16 de maio, Timotio Pontes Roman, de 62 anos, foi encontrado morto em um poço dentro de residência na Rua Urano, no bairro Vila Planalto. A primeira das vítimas a ser descoberta foi José Leonel, 61, que havia sido encontrado no dia 7 de maio, enterrado em um quintal na Vila Nasser.

Jornal Midiamax