Polícia

Execução de filho de PM investigado na Omertà completa um ano

Nesta quinta-feira (09), completa um ano desde a execução do estudante de Direito Matheus Coutinho Xavier, de 20 anos, filho do capitão reformado da Polícia Militar Paulo Roberto Teixeira Xavier. O garoto foi morto por engano no lugar do pai, enquanto saía de casa em uma caminhonete, no Jardim Bela Vista, em Campo Grande.  Foi […]

Renan Nucci Publicado em 09/04/2020, às 07h00 - Atualizado às 12h52

Caminhonete ocupada pela vítima ficou com marcas dos disparos. Foto: Divulgação
Caminhonete ocupada pela vítima ficou com marcas dos disparos. Foto: Divulgação - Caminhonete ocupada pela vítima ficou com marcas dos disparos. Foto: Divulgação

Nesta quinta-feira (09), completa um ano desde a execução do estudante de Direito Matheus Coutinho Xavier, de 20 anos, filho do capitão reformado da Polícia Militar Paulo Roberto Teixeira Xavier. O garoto foi morto por engano no lugar do pai, enquanto saía de casa em uma caminhonete, no Jardim Bela Vista, em Campo Grande. 

Foi denunciado pelo crime a milícia armada investigada e presa no âmbito da Operação Omertà, força-tarefa deflagrada em setembro do ano passado pelo Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros) e pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial Especial e Combate do Crime Organizado, do Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul).

São réus Jamil Name, Jamil Name Filho, Vladenilson Daniel Olmedo, José Moreira Freiras, Juanil Miranda Lima, Marcelo Rios e Eurico dos Santos Mota. O grupo responde por outras execuções na Capital e, especificamente no processo do estudante, é acusado de homicídio, porte de arma e receptação.

Coutinho foi morto por volta das 18 horas do dia 9 de abril, em frente de sua residência, no Jardim Bela Vista. Conforme denúncia do Ministério Público Estadual, Jamil Name e o filho foram os mandantes do crime. Vladenilson e Marcelo Rios foram intermediários entre os mandantes e executores, e José e Juanil cometeram o homicídio.

Eurico, por sua vez, foi responsável por levantar dados referentes à localização da vítima pretendida, bem como sua posição em tempo real. Na data dos fatos, os pistoleiros executaram Coutinho com tiros de Ak-47 por engano, acreditando se tratar do pai dele. O alvo na verdade, era o capitão reformado da PM, que tinha desacertos com os Name.

Conforme relatado pelo Ministério Público, Jamil Name e o filho, motivados por interesses pessoais, geralmente de ordem financeira, agiam eliminando desafetos. Vladenilson e Marcelo Rios atuavam como gerentes do grupo, sendo responsáveis por receber ordens dos líderes e repassá-las aos demais, articulando e fornecendo suporte.

Nos dias 2 e 3 de março, sob forte esquema de segurança, foram realizadas as primeiras audiências da morte de Matheus. Na ocasião, o juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, ouviu os delegados que participaram das investigações, os réus, por videoconferência, além de testemunhas de defesa e de acusação.

Jornal Midiamax