Polícia

Mulher que perdeu bebê ao ser esfaqueada pelo marido tem melhora e respira sem aparelhos

A mulher grávida de 6 meses, que foi esfaqueada pelo marido na madrugada de terça-feira (10), em Três Lagoas a 338 quilômetros de Campo Grande teve uma melhora em seu quadro clinico e já respira nesta sexta-feira (13) sem a ajuda de aparelhos. O bebê acabou morrendo horas depois de uma cesariana de urgência. Segundo […]

Thatiana Melo Publicado em 13/11/2020, às 11h11 - Atualizado às 11h44

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A mulher grávida de 6 meses, que foi esfaqueada pelo marido na madrugada de terça-feira (10), em Três Lagoas a 338 quilômetros de Campo Grande teve uma melhora em seu quadro clinico e já respira nesta sexta-feira (13) sem a ajuda de aparelhos. O bebê acabou morrendo horas depois de uma cesariana de urgência.

Segundo a assessoria do Hospital Auxiliadora, onde a paciente está internada, ela está consciente e comunicativa e apresentou evolução no seu quadro clinico, mas continua internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), sem previsão de alta.

A mulher foi atacada enquanto dormia sendo esfaqueada no pescoço pelo marido, que só a socorreu depois de ser flagrado por um vizinho, que viu a mulher se rastejando no corredor do prédio toda ensanguentada pedindo por socorro. No hospital, ele confessou o crime.

Foi feita uma cesariana de urgência, mas o bebê não resistiu e morreu três horas depois do parto. Ele foi preso ainda no hospital. O MPE-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) se manifestou pela decretação da prisão preventiva do pastor Jorge de Souza Valdez.

De acordo como o promotor Luciano Anechine Lara Leite, da 9ª Promotoria de Justiça, o autor tentou matar a vítima por motivos banais e a liberdade dele representa risco para a ordem pública, bem como para a mulher. O homem já tinha histórico de violência doméstica e foi alvo de denúncia por ameaça registrada no ano passado, por outra companheira.

“Ademais, restou demonstrada a periculosidade do agente e a gravidade concreta dos fatos, comprovada pelas circunstâncias de cometimento do delito, principalmente a tentativa de homicídio [qualificado como feminicídio] e o aborto provocado, sendo possível a decretação da prisão preventiva com fundamento na garantia da ordem pública”, disse.

Jornal Midiamax