Polícia

Em nova denúncia, MPF acusa ‘Galã do PCC’ de lavagem de dinheiro na fronteira

Em uma nova denúncia, o MPF (Ministério Público Federal) acusa Elton Leonel Rumich da Silva, o Galã, por participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro. Elton é considerado um dos principais nomes do PCC (Primeiro Comando da Capital) na fronteira, líder do tráfico na região. Ele já foi condenado a 19 anos de prisão […]

Dayene Paz Publicado em 15/07/2020, às 17h09 - Atualizado às 17h51

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Em uma nova denúncia, o MPF (Ministério Público Federal) acusa Elton Leonel Rumich da Silva, o Galã, por participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro. Elton é considerado um dos principais nomes do PCC (Primeiro Comando da Capital) na fronteira, líder do tráfico na região. Ele já foi condenado a 19 anos de prisão pela Justiça Federal de Ponta Porã, a 346 quilômetros de Campo Grande, pelo crime de organização criminosa.

De acordo com o MPF, a nova denúncia trata da abertura de uma empresa de fachada com sede em Ponta Porã, com objetivo único de lavar dinheiro. Com a Construtora JB Progresso, cinco denunciados, sob o comando de Galã, adquiriam imóveis e veículos a fim de ocultar e dissimular a procedência ilícita e a real propriedade dos bens.

Entre os denunciados pelos mesmos crimes estão: três mulheres com quem Galã se relacionou e teve filhos (Bruna Gomes, Tânia Montania e Vânia Montania); o ex-cunhado, Jameson Gomes, considerado seu braço direito nos atos de lavagem de capitais; e o irmão do construtor de quem Galã costumava contratar serviços, Victor Rubens.

As investigações comprovaram compra, venda e simulações de transferências de imóveis localizados em Ponta Porã, Diadema (SP), Santos (SP) e Presidente Prudente (SP) em nome de laranjas ou da empresa de fachada. As transações totalizaram 43 atos de lavagem de dinheiro entre 2013 e 2019.

Atualmente, a JB ainda figura como proprietária formal de 36 imóveis localizados em Ponta Porã. O MPF verificou ainda a prática de ao menos oito atos de lavagem de dinheiro envolvendo veículos.

A organização criminosa mantinha planilhas de controle das despesas referentes à empresa e, muitas vezes, a contabilidade se confundia com registros financeiros do tráfico de drogas e de armas, comprovando que a pessoa jurídica foi constituída unicamente com o objetivo de lavar o dinheiro do grupo criminoso.

Galã se dedica a ações criminosas organizadas pelo menos desde 2005 e já foi condenado por chefiar organização criminosa dedicada ao tráfico internacional de drogas e armas. É considerado um dos principais nomes do PCC (Primeiro Comando da Capital) na fronteira do MS com o Paraguai e principal suspeito de ser o mandante do assassinato do traficante Jorge Toumani Rafaat, ocorrido em julho de 2016.

Elton Leonel foi preso em 29 de fevereiro de 2018, no Rio de Janeiro. Na casa dele foram apreendidos aparelhos telefônicos e documentos relacionados a diversas ações criminosas, ensejando uma série de investigações e de denúncias por crimes de lavagem de dinheiro e de organização criminosa.

Por este último já foi condenado pela Justiça Federal de Ponta Porã em agosto de 2019. Galã foi transferido do sistema penitenciário estadual do RJ para o sistema federal no RN após a identificação de plano de fuga orçado em R$ 2 milhões.

Jornal Midiamax