Polícia

Após dois adiamentos, cafetina que matou ex-superintendente da Sefaz vai a júri

Fernanda Aparecida da Silva Sylverio, acusada da morte de Daniel Abuchain, ex-superintendente de gestão e informação da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda) do ex-governador André Puccinell, teve a data do julgamento remarcada após dois adiamentos.  Conforme decisão do juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, ela […]

Renan Nucci Publicado em 16/10/2020, às 15h48 - Atualizado em 17/10/2020, às 12h08

Câmeras de segurança registraram vítima e autor juntos no dia do crime. Foto: Arquivo
Câmeras de segurança registraram vítima e autor juntos no dia do crime. Foto: Arquivo - Câmeras de segurança registraram vítima e autor juntos no dia do crime. Foto: Arquivo

Fernanda Aparecida da Silva Sylverio, acusada da morte de Daniel Abuchain, ex-superintendente de gestão e informação da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda) do ex-governador André Puccinell, teve a data do julgamento remarcada após dois adiamentos. 

Conforme decisão do juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, ela enfrenta o conselho de sentença no próximo dia 13 de novembro, às 8 horas. O crime ocorreu no dia 18 de novembro de 2018. No ano passado, deveria ter ocorrido o júri.

No entanto, o procedimento foi adiado em razão de um pedido da defesa, que solicitava impronúncia com base na ausência de provas. Então foi remarcado para 10 de junho deste ano, contudo, foi suspenso novamente por conta da pandemia do coronavírus (Covid-19), sendo reagendado para novembro.

Segundo a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), na data dos fatos, Daniel foi assassinado em um quarto de motel no Jardim Noroeste. Ele foi ferido com golpes de faca na cabeça, pescoço e tórax na garagem do apartamento. Fernanda seria amiga de Daniel há aproximadamente um ano, mas ele teria assediado a convivente de Fernanda.

Com isso, conforme a peça da denúncia, Fernanda premeditou o crime, marcou o encontro no motel e foi até a casa dele. No motel, ela cometeu o crime, depois comprou uma toalha do estabelecimento, com a qual limpou os vestígios de sangue e pagou a estadia com dinheiro sujo com o sangue da vítima.

Ela ainda levou o corpo de Daniel com a toalha suja de sangue até a região do Parque dos Poderes, onde a vítima foi deixada. Fernanda e convivente deixaram a cidade no mesmo dia e o corpo de Daniel foi encontrado 13 horas depois, no mesmo dia, quando teve início a investigação.

O MPMS alegou que a autora agiu por motivo torpe, usando de dissimulação e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. A denúncia foi recebida pelo judiciário em dezembro de 2018. Durante as investigações, Fernanda chegou a mudar a versão do crime e também tentou liberdade, mas permanece presa.

Jornal Midiamax