Polícia

Acusada de matar ex-superintendente será julgada na sexta, em trajes civis

Fernanda Aparecida da Silva Sylverio, acusada da morte de Daniel Abuchain, ex-superintendente de gestão e informação da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda) na gestão do ex-governador André Puccinell, será julgada na próxima sexta-feira (13).  O juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, deferiu pedido da defesa […]

Renan Nucci Publicado em 11/11/2020, às 16h16

Câmeras de segurança registraram vítima e autor juntos no dia do crime. Foto: Arquivo
Câmeras de segurança registraram vítima e autor juntos no dia do crime. Foto: Arquivo - Câmeras de segurança registraram vítima e autor juntos no dia do crime. Foto: Arquivo

Fernanda Aparecida da Silva Sylverio, acusada da morte de Daniel Abuchain, ex-superintendente de gestão e informação da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda) na gestão do ex-governador André Puccinell, será julgada na próxima sexta-feira (13). 

O juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, deferiu pedido da defesa e autorizou que ela participe do julgamento vestindo trajes civis, e não uniforme de presidiária. O crime ocorreu no dia 18 de novembro de 2018, e o júri já foi marcado e adiado duas vezes.

A primeira vez deveria ter sido no ano passado, mas a defesa recorreu alegando falta de provas. Na segunda vez, que seria 10 de junho deste ano, foi reagendado em razão da pandemia do coronavírus (Covid-19), sendo remarcado para 13 de novembro.

Segundo a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), na data dos fatos, Daniel foi assassinado em um quarto de motel no Jardim Noroeste. Ele foi ferido com golpes de faca na cabeça, pescoço e tórax na garagem do apartamento. Fernanda seria amiga de Daniel há aproximadamente um ano, mas ele teria assediado a convivente de Fernanda.

Com isso, conforme a peça da denúncia, Fernanda premeditou o crime, marcou o encontro no motel e foi até a casa dele. No motel, ela cometeu o crime, depois comprou uma toalha do estabelecimento, com a qual limpou os vestígios de sangue e pagou a estadia com dinheiro sujo com o sangue da vítima.

Ela ainda levou o corpo de Daniel com a toalha suja de sangue até a região do Parque dos Poderes, onde a vítima foi deixada. Fernanda e convivente deixaram a cidade no mesmo dia e o corpo de Daniel foi encontrado 13 horas depois, no mesmo dia, quando teve início a investigação.

O MPMS alegou que a autora agiu por motivo torpe, usando de dissimulação e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. A denúncia foi recebida pelo judiciário em dezembro de 2018. Durante as investigações, Fernanda chegou a mudar a versão do crime e também tentou liberdade, mas permanece presa.

Jornal Midiamax