Polícia

Vereador acusado de estuprar adolescente de 13 anos segue no Fórum e será interrogado

Duas testemunhas de acusação prestaram depoimento na 7ª Vara Criminal de Competência Especial de Campo Grande, no caso do vereador Eduardo Romero (Rede), acusado de estuprar um adolescente de 13 anos em Campo Grande. Os depoimentos começaram às 16h45 desta terça-feira (5) e o vereador deve prestar esclarecimentos. O adolescente foi o primeiro a ser […]

Dayene Paz Publicado em 05/02/2019, às 19h22 - Atualizado em 06/02/2019, às 09h57

Foto: Minamar Júnior
Foto: Minamar Júnior - Foto: Minamar Júnior

Duas testemunhas de acusação prestaram depoimento na 7ª Vara Criminal de Competência Especial de Campo Grande, no caso do vereador Eduardo Romero (Rede), acusado de estuprar um adolescente de 13 anos em Campo Grande. Os depoimentos começaram às 16h45 desta terça-feira (5) e o vereador deve prestar esclarecimentos.

O adolescente foi o primeiro a ser ouvido. O depoimento aconteceu em uma sala especial, já que a vítima é menor de idade e é protegida por lei.

Após o adolescente, na 7ª Vara, as testemunhas de acusação falaram na audiência presidida pelo juiz Marcelo Ivo de Oliveira. As testemunhas deram depoimento com a presença do advogado da vítima, Ilton Hasimoto e o de defesa do vereador, José Roberto Rodrigues da Rosa. Elas preferiram não falar na presença de Eduardo Romero.

O vereador irá acompanhar o depoimento das três testemunhas de defesa, que são de Campo Grande, Paranaíba e Fátima do Sul. Ele chegou ao Fórum no início da tarde desta terça e aguarda em uma sala.

O caso corre em segredo de Justiça e os advogados afirmaram que foram instruídos a não dar declarações para à imprensa.

O caso

Segundo a denúncia, Romero teria estuprado um garoto de 13 anos em novembro de 2017, na casa do vereador. Em depoimento à polícia, os pais da vítima afirmaram que o parlamentar teria confessado o crime e justificado dizendo que estava sob efeito de drogas.

Segundo o boletim de ocorrência de “estupro de vulnerável”, registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Piratininga, os pais da vítima teriam descoberto o estupro somente cinco dias depois do crime. À polícia, a mãe do adolescente, hoje com 15 anos, teria dito que desconfiou depois de notar diferença no comportamento do filho que, entre outras coisas, não queria mais ir à escola, reclamava de dores de cabeça e estava arredio.

Após conversa, o garoto teria decidido contar à mãe sobre o caso. Segundo o jovem, no dia do crime ele havia ido até a casa do vereador para ajudar um tio que fazia uma reforma no local. Lá, ele ficou responsável por passar fios para o tio, que estava na laje da casa.

Ainda segundo o registro policial, Romero teria chegado ao local momentos depois e, ao perceber que a vítima estava sozinha, teria chamado o garoto até um dos quartos e lá teria pedido para tocar a vítima. O menino teria negado, e mesmo assim, Eduardo teria abusado sexualmente dele.

Consta no registro da ocorrência que depois do estupro o parlamentar ainda teria convidado a vítima para ir até a residência à noite. Ao saber do fato, o tio do garoto foi até a casa do vereador para tomar satisfação. De acordo com ele, inicialmente Romero negou o crime, no entanto, cerca de quinze minutos depois, ligou mandou uma mensagem dizendo que queria conversar com os pais do menor de idade.

Na casa, o parlamentar teria chorado e confessado o crime para os pais, conforme depoimento deles à polícia. Para justificar, o vereador teria dito que estava sob efeito de drogas. Ele se desculpou, mas, devido ao estado em que o menor de idade estava, os pais decidiram procurar a polícia.

Em nota divulgada à imprensa, Romero negou as acusações e classificou a denúncia como “falsa e indevida”.

Jornal Midiamax