Polícia

Morto em túnel, bandido foi mentor de roubo de R$ 6 milhões da Caixa de SP

José William Nunes Pereira da Silva, morto em confronto no túnel descoberto neste final de semana no Bairro Monte Castelo para assaltar o cofre do Banco do Brasil em Campo Grande, foi mentor de um assalto de R$ 6 milhões à Caixa Econômica Federal em 1998 em São Paulo. À época, ele e um comparsa […]

Evelin Cáceres Publicado em 23/12/2019, às 09h18 - Atualizado às 16h39

Túnel tinha iluminação, ventilação e 63 metros de comprimento (Divulgação Polícia Civil)
Túnel tinha iluminação, ventilação e 63 metros de comprimento (Divulgação Polícia Civil) - Túnel tinha iluminação, ventilação e 63 metros de comprimento (Divulgação Polícia Civil)

José William Nunes Pereira da Silva, morto em confronto no túnel descoberto neste final de semana no Bairro Monte Castelo para assaltar o cofre do Banco do Brasil em Campo Grande, foi mentor de um assalto de R$ 6 milhões à Caixa Econômica Federal em 1998 em São Paulo.

Morto em túnel, bandido foi mentor de roubo de R$ 6 milhões da Caixa de SP
Policiais em buscas após assalto na Caixa, em 1998 (Niels Andreas, Folha Imagem)

À época, ele e um comparsa passaram duas horas no banco e levaram o valor em jóias de 5 mil clientes, que estavam penhoradas. José William estava em um fast food em Santana quando foi preso. Ele levou os policiais até sua casa, onde foram encontrados três walkie-talkies, um revólver calibre 32 de numeração raspada e outro montante de jóias.

Para a polícia de São Paulo, Silva era considerado o mentor do crime. Ele teria ido várias vezes de sua casa, no Jardim Brasil (zona norte), até a agência da Caixa para planejar a ação. Segundo a polícia, Silva e Ferreira confessaram o crime.

Coisa de filme

Neste final de semana, o Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) flagrou uma quadrilha que estava no Jardim Monte Castelo escavando um túnel que já tinha 63 metros de comprimento para assaltar uma unidade do Banco do Brasil, em Campo Grande.

A quadrilha presa na madrugada deste domingo (22) agiu meticulosamente e não levantou suspeita dos vizinhos. “Tem mais comércio nessa área, então se eles faziam algo era em horário que já havíamos fechado, nunca notei algo diferente, nunca levantaram suspeita”, relata um comerciante, que terá a identificação preservada pela reportagem.

Os tiros foram ouvidos pela região nesta madrugada e muita gente se assustou. “Ouvia muito tiro, mas não sabia de onde estava vindo, então ficamos assustados”, contou um comerciante da região.

Na ação policial, toneladas de terra foram encontradas em sacos e demonstram o trabalho feito há cerca de seis meses pelo grupo. Em um dos cômodos da residência localizada na rua Minas Gerais, quadra ao lado da Central do Banco do Brasil, eles escavavam e usavam um carrinho de mão para levar a terra. Muitas cordas também auxiliavam no trabalho da quadrilha, que escavou 63 metros.

Os policiais localizaram diversos instrumentos que o grupo usava nas escavações. Durante a operação, foram apreendidos uma Toyota Hilux com placa de Pernambuco, um carro de passeio e um caminhão.

Jornal Midiamax