Polícia

Justiça manda provas da Omertà para Exército após prisão de militar

O juiz de direito, Marcelo Ivo de Oliveira, deferiu nesta sexta-feira (18) o pedido feito do chefe do Estado-maior do Exército Brasileiro, José Diderot Fonseca Júnior, da 9ª Região Militar de Campo Grande para acesso ao processo da Operação Omertà, que prendeu um militar reformado do Exército suspeito de integrar uma organização criminosa suspeita de […]

Thatiana Melo Publicado em 18/10/2019, às 09h53 - Atualizado às 14h56

(Henrique Arakaki, Midiamax)
(Henrique Arakaki, Midiamax) - (Henrique Arakaki, Midiamax)

O juiz de direito, Marcelo Ivo de Oliveira, deferiu nesta sexta-feira (18) o pedido feito do chefe do Estado-maior do Exército Brasileiro, José Diderot Fonseca Júnior, da 9ª Região Militar de Campo Grande para acesso ao processo da Operação Omertà, que prendeu um militar reformado do Exército suspeito de integrar uma organização criminosa suspeita de cometer pelo menos três homicídios.

Foi concedido o acesso através de senha para que o Exército possa ver os autos, e procedimentos que levaram à prisão o militar reformado, Andrison Correia, 42 anos, que está preso no prédio da Polícia do Exército, denunciado pelos crimes de organização criminosa, milícia armada, corrupção de agentes públicos, extorsão e obstrução de Justiça.

Ele fazia segurança da organização e também é acusado de agiotagem, segundo investigação conduzida pelo Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros). O pedido foi feito para uma abertura de um procedimento interno para apurar a conduta do militar.

O militar foi preso após ação do Garras e Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) que investigam uma organização criminosa de milícia armada, suspeita de pelo menos três homicídios em Campo Grande. A ação também levou a prisão Jamil Name, Jamil Name Filho, policiais civis, guardas municipais e um policial federal.

Liberdade negada

No dia 15 deste mês foi negado por unanimidade o pedido de habeas corpus ao empresário Jamil Name, Jamil Name Filho, também aos policiais Vladenilson Olmedo e Márcio Cavalcanti. Eles estão detidos no Presídio Federal em Campo Grande, onde aguarda transferência para o Presídio Federal de Mossoró (RN).

Já a prisão dos guardas municipais Igor Cunha de Souza, Rafael Carmo Peixoto e Eronaldo Vieira da Silva, foi convertida em preventiva pela 7º Vara Criminal. O pedido de liberdade dos três já havia sido negado na última semana. O policial federal Everaldo Monteiro de Assis, 60 anos, também teve o pedido de revogação da prisão temporária negado pela Justiça, no dia 15.

Jornal Midiamax