Polícia

Com militar entre os presos, Exército quer acesso à investigação da Omertà

O chefe do Estado-maior do Exército Brasileiro, José Diderot Fonseca Júnior, da 9ª Região Militar de Campo Grande encaminhou ofício ao juiz Marcelo Ivo de Oliveira, da 7ª Vara Criminal da Capital, onde pede acesso aos autos da Operação Omertà, que prendeu um militar reformado do Exército suspeito de integrar uma organização criminosa suspeita de […]

Dayene Paz Publicado em 16/10/2019, às 18h53 - Atualizado em 17/10/2019, às 13h39

(Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)
(Foto: Henrique Arakaki, Midiamax) - (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)

O chefe do Estado-maior do Exército Brasileiro, José Diderot Fonseca Júnior, da 9ª Região Militar de Campo Grande encaminhou ofício ao juiz Marcelo Ivo de Oliveira, da 7ª Vara Criminal da Capital, onde pede acesso aos autos da Operação Omertà, que prendeu um militar reformado do Exército suspeito de integrar uma organização criminosa suspeita de cometer pelo menos três homicídios. Entre os presos na operação estão os empresários Jamil Name, Jamil Name Filho, guardas municipais, policiais civis e até um policial federal.

No ofício encaminhado na última segunda-feira (14) José Diderot pede acesso a cópia integral dos autos ou a chave eletrônica para acessar o processo. Ainda, de acordo com as informações que constam no ofício, o pedido se deve para que o Exército possa abrir procedimento administrativo interno para apurar a conduta do militar Andrison Correia, 42 anos.

Andrison está preso no prédio da Polícia do Exército, denunciado pelos crimes de organização criminosa, milícia armada, corrupção de agentes públicos, extorsão e obstrução de Justiça. Ele fazia segurança da organização e também é acusado de agiotagem, segundo investigação conduzida pelo Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros).

O militar foi preso após ação do Garras e Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) que investigam uma organização criminosa de milícia armada, suspeita de pelo menos três homicídios em Campo Grande. A ação também levou a prisão Jamil Name, Jamil Name Filho, policiais civis, guardas municipais e um policial federal.

Liberdade negada

Nesta terça-feira (15) foi negado por unanimidade o pedido de habeas corpus ao empresário Jamil Name, Jamil Name Filho, também aos policiais Vladenilson Olmedo e Márcio Cavalcanti. Eles estão detidos no Presídio Federal em Campo Grande, onde aguarda transferência para o Presídio Federal de Mossoró (RN).

Já a prisão dos guardas municipais Igor Cunha de Souza, Rafael Carmo Peixoto e Eronaldo Vieira da Silva, foi convertida em preventiva pela 7º Vara Criminal. O pedido de liberdade dos três já havia sido negado na última semana. O policial federal Everaldo Monteiro de Assis, 60 anos, também teve o pedido de revogação da prisão temporária negado pela Justiça, nesta terça-feira.

Jornal Midiamax